terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vidraças Quebradas

Quando nos deparamos com um presídio na paisagem do caminho percorrido, encara-se uma situação incomoda e desumana, um aspecto frio e deprimente
Pensamos o que poderia ser feito para mudar isso, um conflito interno nos consome, o Brasil tem um índice gritante de desigualdade, somos um país ex-colônia, ex- escravatura, e ainda muito mais muito, preconceituoso.
Observamos as diferenças, ao caminhar por uma avenida qualquer, de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, de um lado existem paisagens de casas lindas, mansões, carros caros na garagem gente bonita e elegante e do outro lado favelas, barracos, lixo, falta de saneamento básico, crianças descalças a beira dos córregos, mães gritando palavrões, pais no bar fumando e bebendo. Um cenário expressivamente desigual.
Mas de onde vem esta desigualdade?
Segundo o Profº Fernando de Questão de Gênero, Raça e Etnia da Universidade Ítalo Brasileiro, todos têm as quatro opções de caminho na vida, da Educação, do Trabalho, do Mundo futebolístico ou Artístico e o Crime, quando falamos de um negro, pobre, ele tenta a educação, mas se depara com a falta de vagas nas escolas, um educador que não o incentiva por ser negro, o considera incapaz, sem estudo e conhecimento ele cai no trabalho braçal que é mal remunerado, ignorado pelo mercado de trabalho enriquecedor, se houver sorte e talento a terceira opção é válida, caso contrário ele prefere a última opção, já que na sua rude fantasia é um caminho rápido para a riqueza.
Para a professora de sociologia econômica da Faculdade de Economia e Administração da USP, Ana Maria Bianchi, "quando há riqueza e opulência convivendo com a miséria, aumenta o sentimento de privação do indivíduo, levando-o à violência".
A sociedade exige o sucesso e a ascensão de seus membros, mas não oferece oportunidades, levando as pessoas a buscarem isso de forma ilegal, perigosa e abusiva. Muitos culpam o Estado, sim ele tem lá seu grau de responsabilidade, mas a sociedade e impiedosa e cruel.
A constatação completa-se quando se observa países com melhor distribuição de riqueza, como a França, Inglaterra ou o Japão. Todos têm baixa criminalidade
O nível de desigualdade social é uma das poucas causas da criminalidade que podem ser quantificadas, por estatísticas sobre homicídios. Mas o fato é que as cidades mais violentas do planeta têm como característica comum a desigualdade acentuada entre ricos e pobres. Pelas estatísticas, nos países onde não há grandes diferenças sociais, mesmo que seja muito pobre, a criminalidade é baixa. Não podemos ignorar que esta desigualdade começa em casa, quando a mãe diz que o menino não pode chorar e não pode ser fraco, quando o pai diz que o torcedor do outro time tem que morrer, que a menina tem que cuidar da casa, que pobre tem que casar com pobre e rico com rico,esta definição cultural se apropria da mente humana, fazendo parte do seu desenvolvimento a vida toda.
O elevado nível de desemprego nas famílias que têm mais do que um membro desempregado recorrem por vezes a atos criminosos para conseguirem superar as dificuldades que a vida lhes traz.
Diferenças étnicas e culturais a cor da pele, as diferentes opiniões, os diferentes valores, as diferentes culturas, entre muitas outras coisas muitas vezes servem de pretexto para uma atitude violenta ou para atos criminosos.
O ambiente em que a pessoa está inserida e os valores que lhe são transmitidos influenciam por vezes o modo como ela age. Uma pessoa habituada a assistir e por vezes a ser envolvida em situações de conflito torna-se mais receptível á violência, amigos e colegas pouco saudáveis as “más influências” que alguns jovens exercem sobre outros e o “bulling” são as principais causas das atitudes criminosas praticadas pelos jovens.
Fatores de personalidade e motivacionais- Cada pessoa é diferente, tem personalidades diferentes e, por isso, reage de forma diferente a uma mesma situação. Por esta razão, há pessoas mais ou menos agressivas do que outras umas que superam as dificuldades melhor ou pior do que outras e umas que são mais ou menos influenciáveis que outras.

As causas que levam à criminalidade são variadas, mas todas elas estão diretamente relacionadas com o indivíduo e a sua formação.
Por tanto devemos analisar onde estão às vidraças quebradas e por se quebraram, não simplesmente dizer que estão feias quebradas e nos afastar porque podemos nos cortar com seus cacos de vidros, cada vidraça tem sua história de vida, um caminho árduo de sobrevivência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

" A Inconstitucionalidade dos Pedágios"

 "A Inconstitucionalidade dos Pedágios", desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva choca, impressiona e orienta os interessados.

A jovem de 22 anos apresentou o "Direito fundamental de ir e vir" nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas, conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.


Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos "Direitos e Garantias Fundamentais", o artigo 5 diz o seguinte:

"Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade " E no inciso XV do artigo: "é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens". 

A jovem acrescenta que "o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição".

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realiza contratos com o governo Estadual de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas.

"No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também", enfatiza.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. "Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre.

Não tem perigo algum e não arranha o carro", conta ela, que diz fazer isso sempre que viaja. Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras.

Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados. Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. "Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado.

Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra", acrescenta.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. "Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional", conclui. A estudante apresenta o trabalho de conclusão de curso e formou-se em agosto de 2008.

Ela não sabia que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

FONTE: JORNAL AGORA
E agora, como fica a situação. Quem vai apoiar a advogada?... Ministério Público?... Movimento popular?...
Ela sozinha não vai conseguir convencer o poder constituido.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Enfrente o clima seco com medidas simples

As complicações do clima seco são de tirar o fôlego, literalmente. Os problemas para o sistema respiratório são vários: os casos de pneumonias, gripes, sinusites, alergias e resfriados crescem até 25%, segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo quando a baixa umidade do ar faz com que os índices de poluição aumentem. Para além dos problemas respiratórios, o tempo seco pode causar dores de cabeça, irritações nos olhos, nariz, garganta e pele. A garganta pode ficar seca, a voz rouca, inclusive com possibilidade de inflamação na faringe.

Por isso, alguns cuidados são fundamentais para atravessar o clima seco com a saúde em plena forma. Basta seguir alguns cuidados simples que deixam o corpo livre dessas reações incomodas. Confira: 

Beba bastante água: Com a baixa umidade do ar, o cuidado mais básico e que deve ser feitos por todos, em especial para idosos e crianças, é hidratar o corpo com bastante água mineral. "A hidratação pode ser feita também com os sucos de fruta naturais, água de coco, verduras e frutas suculentas. Além disso, evitar o consumo de fast-food neste clima seco é um dos primeiros passos", ensina a alergista Marta Guidacci.

Mantenha a casa em dia: Quanto mais seco o clima, mais ácaros e fungos aparecem, por isso, o acúmulo de poeira pode desencadear as doenças respiratórias. É muito importante, em especial quando o clima estiver seco, manter a higiene doméstica em dia. Passar um pano úmido no piso e móveis afasta a poeira e proteje a saúde.

Deixe o sono mais fresquinho: As dicas da Secretaria do Estado para uma noite de sono tranquila é dormir em local arejado e umedecido. Os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios de água e até umidificadores.

Lubrifique os olhos: Para evitar a secura e a irritação do olhos, o soro fisiológico é uma ótima opção. Use colírios apenas com a prescrição de um especialista.

Cuide da pele: "Outra dica que garante a saúde e a beleza da sua pele nos dias de baixa umidade do ar é apostar em cremes hidratantes", explica Marta Guidacci. Para deixar a pele bonita, é preciso lambuzar o corpo com hidratantes e filtros solares, evitar banhos quentes, demorados, além do uso de sabonetes em barra, que são mais agressivos, e buchas.


 Esporte na hora certa: A prática de esportes também merece atenção especial no tempo seco. O corpo se cansa mais facilmente, a garganta passa a arranhar e os olhos ficam irritados com facilidade. "É recomendado que os exercícios físicos sejam feitos nas primeiras horas da manhã, no final da tarde ou à noite, quando o clima seco não incomoda tanto", diz Rafael Ollita, professor da academia Top Spin & Big Ball. Natação, hidroginástica e os demais esportes na água são uma boa alternativa se o ar pesado estiver incomodando. Os exercícios aquáticos são os mais recomendados nesta situação, pois em um ambiente de piscina, a umidade do ar tende a ser maior do que em locais abertos, o que diminui essa constante agressão causada pela poluição ao sistema respiratório.

Vamos salvar o site do câncer de mama? Não custa nada.

Em meio a tanta 'bandalheira' neste mundo virtual, graças a Deus existem também assuntos sérios e de UTILIDADE PÚBLICA que precisam de nossa atenção e respeito.
Este é um deles:
O Instituto do Câncer de Mama está com uma importante campanha.
Cabe a nós atendermos sua solicitação e ampará-lo, pois se depender do Governo (Federal/Estadual/Municipal) será seu fim!!!
Vamos salvar o site do câncer de mama?
Não custa nada.
O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na tecla cor-de-rosa que diz 'Campanha da Mamografia Digital Gratuita'.


Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Acesse e Clic, com este gesto você salvará vidas


Estresse da mãe afeta bebê no útero





A equipe da Universidade de Kontanz, na Alemanha, observou que houve 
alterações biológicas em um receptor de hormônios associados ao estresse
 em fetos cujas mães estavam sob tensão intensa - por exemplo, por 
conviverem com um parceiro violento. 

As conclusões, baseadas em um estudo limitado feito com apenas 25
 mulheres e seus filhos - hoje com idades entre 10 e 19 anos -, foram 
publicadas na revista científica Translational Psychiatry. 

Os pesquisadores fazem algumas ressalvas: eles explicam que as 
circunstâncias das mulheres que participaram desse estudo eram 
excepcionais, e que a maioria das mulheres grávidas não seria 
exposta a graus tão altos de estresse durante um período tão longo. 

A equipe enfatiza também que os resultados não são conclusivos, e
 que muitos outros fatores, entre eles o ambiente social em que a
 criança cresceu, podem ter desempenhado um papel nos resultados. 



Mas os especialistas alemães suspeitam que o ambiente primordial, 
ou seja, o do útero, tenha papel crucial. 

Investigação 

O estudo envolveu análises dos genes das mães e dos filhos 
adolescentes para a identificação de padrões pouco comuns. 

Alguns dos adolescentes apresentaram alterações em um gene em 
particular - o receptor de glucocorticoide (GR) - responsável por regular 
a resposta hormonal do organismo ao estresse. 

Esse tipo de alteração genética tende a acontecer quando o bebê está 
se desenvolvendo, ainda no útero. 

A equipe disse acreditar que ela seja provocada pelo estado emocional ruim
 da mãe durante a gravidez.


Reprodução



Sensibilidade 

Durante a gravidez, as mães participantes viveram sob ameaça 
constante de violência por parte de seus maridos ou parceiros. 

Entre dez ou vinte anos mais tarde, quando os bebês, já adolescentes,
 foram avaliados, os especialistas constataram que eles apresentavam 
alterações genéticas no receptor GR não observadas em outros 
adolescentes. 

A alteração identificada parece tornar o indivíduo mais sensível ao estresse,
 fazendo com que ele reaja à emoção mais rapidamente, dos pontos de
 vista mental e hormonal.

Essas pessoas tendem a ser mais impulsivas e podem ter problemas
 para lidar com suas emoções, explicam os pesquisadores - que fizeram 
entrevistas detalhadas com os adolescentes. 

Um dos líderes da equipe da Universidade de Kontanz, Thomas Elbert, 
disse: "Nos parece que bebês que recebem de suas mães sinais de
 que estão nascendo em um mundo perigoso respondem mais rápido 
(ao estresse). Eles têm um limite mais baixo de tolerância ao estresse 
e parecem ser mais sensíveis a ele". 

A equipe planeja agora fazer estudos mais detalhados, acompanhando 
números maiores de mulheres e crianças para verificar se suas suspeitas
 serão confirmadas. 

Comentando o estudo, o médico Carmine Pariante, especialista em 
psicologia do estresse do Instituto de Psiquiatria do King's College 
London, disse que o ambiente social da mãe é de extrema importância 
para o desenvolvimento do bebê. 

Segundo ele, durante a gravidez, o bebê é sensível a esse ambiente de
 uma forma única, "muito mais, por exemplo, do que após o nascimento.
 Como temos dito, lidar com o estresse da mãe e com a depressão 
durante a gravidez é uma estratégia importante, clínica e socialmente".

Maior parte da população desaprova a união gay


O 8º Seminário LGBT, promovido pelo Congresso, discute o casamento civil entre pessoas 
do mesmo sexo e criminalização da homofobia 

PESQUISA DO IBOPE REVELA QUE 55% DOS BRASILEIROS

DESAPROVAM A ADOÇÃO DE

CRIANÇAS POR CASAIS GAYS

Adecisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou a união estável para pessoas do mesmo 
sexo ainda gera polêmica no País. Uma pesquisa feita pelo Ibope constatou que 55% dos brasileiros 
desaprova a autorização contra 45% que é favorável. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 

18 de julho. O instituto entrevistou 2.002 pessoas em 142 cidades. A margem de erro é de dois 
pontos percentuais.

A pesquisa do Ibope revela que as pessoas que menos se incomodam como o tema são as mulheres,
 os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. O assunto encontra maior resistência nas
 regiões Norte/Centro-Oeste e Nordeste.

Sobre a decisão do STF, 63% dos homens são contra, enquanto apenas 48% das mulheres são da
 mesma opinião. Entre os jovens de 16 a 24 anos, 60% são favoráveis. Já os maiores de 50 anos 
são majoritariamente contrários (73%). Entre as pessoas com formação até a quarta série do
 fundamental, 68% são contrários. Na parcela da população com nível superior, apenas 40% 
não são favoráveis à medida.

Com relação a adoção de crianças por casais homossexuais 55% dos entrevistados se declararam 
contrários. O índice de rejeição é maior entre os homens com 62%. Já entre as pessoas com mais
 de 50 anos, esse percentual é ainda maior: 70% desaprovam a adoção por casais do mesmo sexo. 
Sobre amizade, 73% responderam que manteriam a amizade com quem se revelasse gay, 24%
 disseram que se afastariam e 2% não souberam responder.

“Os dados apresentados pela pesquisa mostram que, de uma maneira geral, o brasileiro não tem
 restrições em lidar com homossexuais no seu dia a dia, tais como profissionais ou amigos que se 
assumam homossexuais, mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum
 tipo de apoio da sociedade a essa questão, como o caso da institucionalização da união estável 
ou o direto à adoção de crianças”, analisa Laure Castelnau, diretora executiva de Marketing e
 Novos Negócios do Ibope Inteligência.

Para Ana Paula Gonçalves Copriva, advogada e presidente da Comissão de Direito das Famílias da 
OAB de Rio Claro, ainda existe muito preconceito e vai levar um tempo até que os direitos dos 
homossexuais sejam aceitos pela sociedade.

Ana Paula comenta que vários avanços ocorreram, diversos direitos foram reconhecidos, mas os
 homossexuais desconhecem as leis ou não correm atrás para exigir que elas sejam cumpridas.
 Para a advogada, é preciso haver uma mudança de postura.

A advogada conta que tentou fazer um levantamento no Fórum sobre as ações de reconhecimento 

ou dissolução de união entre casais do mesmo sexo, mas não há dados registrados. Ela ainda 
tentou discutir o tema com vereadores, mas também não obteve resultados. Segundo ela, não existe 
política municipal sobre o assunto, nem um movimento organizado que possa representar essa 
parcela da população. E isso precisa mudar se a cidade quiser avançar no tema.

Em termos de legislação municipal, existe uma lei (4225, de 30 de junho de 2011) que cria o 
Dia Municipal Contra a Homofobia e o Dia Municipal de Combate ao Preconceito, que são 
comemorados nos dias 17 de maio e 23 de setembro, respectivamente.

sábado, 23 de julho de 2011

A inocência de uma crianças e as drogas

O dinheiro que elas ganhavam vendendo bombom no sinal era todo usado para comprar droga. As quatro irmãs - de 12, 13, 14 e 15 anos - fumavam crack e cheiravam cocaína até mesmo dentro de casa, na Barra do Ceará. A história foi contada ao O POVO por uma pastora evangélica que desenvolve projetos na comunidade. “Os pais sabiam e permitiam que elas usassem. A mais velha, inclusive, chegou a se prostituir para conseguir o dinheiro da droga”, diz.

 Histórias como essa têm se multiplicado no Ceará. Para se ter ideia, entre janeiro e maio deste ano, a Polícia apreendeu 2.769 pedras de crack com crianças e adolescentes. A quantidade já superou o total apreendido durante todo o ano de 2010 (2.585 pedras). Os dados são da Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
 Ao todo, 301 crianças e adolescentes foram levados para a delegacia por tráfico ou uso de drogas em 2011 (até o dia 15 de junho), uma média de 12 por semana. Um público que, segundo a lei, deveria ter direito a tratamento em unidades especializadas. O problema é que, no Ceará, não existe nenhuma.
 A necessidade de se criar uma unidade do tipo foi apontada em relatório elaborado em janeiro deste ano pelo Conselho Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas (Cepod). “Não existe no Estado uma estrutura adequada para encaminhar crianças e adolescentes dependentes (químicos) ou para aqueles que cometeram atos infracionais”, cita o documento, encaminhado ao Governo do Estado.
 Sem um local adequado, o jeito tem sido encaminhar os adolescentes para comunidades terapêuticas comuns. Jovens e adultos dividem os mesmos espaços. “Não é o adequado”, lembra a promotora Fátima Valente, titular da 5ª Promotoria da Infância e da Juventude.
 “Quando a gente recebe aqui (na Promotoria) um caso grave, encaminha ofício para o Estado ou o Município e eles (poder público) têm de arcar com o tratamento. Como não há um local próprio, eles se encarregam de inserir o adolescente em alguma comunidade. Tem que cumprir aquela ordem judicial”, explica.
 A prioridade é enviar os jovens para comunidades terapêuticas onde há convênio com o poder público. Se todas as vagas estiverem ocupadas, o juiz encaminha para um outro centro de recuperação e o Município ou o Estado arcam com as despesas. “Mas isso é com adolescente. Criança não temos para onde mandar. Eu digo isso com tristeza”, comenta a promotora. O ideal, lembra ela, é que houvesse centros públicos de atendimento voltados exclusivamente para essa faixa etária.
 O Centro de Reabilitação Mão Amiga, em Maracanaú (Região Metropolitana), é um dos locais que recebem adolescentes que praticam atos infracionais. “De 2009 para cá, já vieram 27 adolescentes encaminhados pelo Ministério Público”, informa Luiz Favaron, secretário da instituição. “É complicado porque ficam misturados com os adultos. Tinha que ter um local separado, com profissionais especializados”, lembra.
 A Justiça já condenou o Município de Fortaleza a criar e manter em funcionamento um hospital para tratamento - em regime ambulatorial e de internação - de crianças e jovens dependentes químicos. A decisão judicial é decorrente de ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual em 1997. O Município recorreu várias vezes. Segundo a promotora Fátima Valente, o processo tramita atualmente na 4ª Vara da Infância e da Juventude.

domingo, 17 de julho de 2011

Estresse e as Profissões


"Acontecimentos aparentemente bons, como o natal ou o nascimento de um filho, são potencialmente desgastantes. O organismo percebe a ameaça ao equilíbrio, não julgando a natureza dessa ameaça, se é para melhor ou para pior. O que o organismo percebe é que ocorreu uma mudança. Tudo vai depender do grau de estresse e do momento da vida da pessoa. Às vésperas de uma prova, por exemplo, ele é benéfico. Quando o fato for isolado e a tensão, temporária, o organismo volta ao estado normal assim que o problema é ultrapassado.

Na primeira categoria encontram-se aqueles que impõem grandes exigências à capacidade de enfrentamento de uma pessoa e ocorrem com pouca freqüência, como por exemplo, a morte de um ente querido, a perda de um emprego, ser aprisionado, etc. Os pequenos acontecimentos estressantes, chamados de problemas do cotidiano constituem a segunda categoria e acontecem com maior freqüência na vida das pessoas. Na terceira categoria encontram-se os conflitos contínuos da vida: problemas de casais, desemprego prolongado, dificuldade de educar os filhos, etc.
        Entretanto, as pessoas diferem quanto à sua forma de reagir aos desafios impostos pela vida. Cada um tem um nível diferente de tolerância ao estresse. Algumas pessoas parecem não sofrer efeitos negativos de níveis aparentemente altos, enquanto outras suportam apenas algumas mudanças por vez em sua vida, sem se tornarem ansiosas, deprimidas ou doentes. Assim, as variáveis individuais desempenham um papel decisivo na formação de um problema psicopatológico.
       As situações estressantes relacionadas à família e ao trabalho são as mais graves, não só pela natureza e multiplicidade das facetas que encerram, mas principalmente por configurar, na maioria das vezes, uma fonte permanente de tensão ao longo da vida, ou seja, configuram situações de estresse crônico e duradouro.
      Milhares de pessoas têm a saúde mental afetada pela forma como exercem sua profissão. Este problema promete se tornar nos próximos anos uma das maiores causas de incapacidade para o trabalho. São vítimas silenciosas que só nos últimos dez anos começaram a merecer mais atenção de médicos e psicólogos.
       O estresse tem relação com o ambiente de trabalho e causa sofrimento psíquico - o que não significa doença mental - e também somatizações físicas.

Sabe-se que algumas profissões estão mais sujeitas ao problema. Telefonistas, bancários, professores, médicos, digitadores e jornalistas aparecem no topo da lista dos mais estressados.
      Apesar do interesse recente, o problema não é novo. Apenas passou a receber mais atenção depois que aumentou a procura pelo trabalhador polivalente. Não aquele que só faz o movimento físico, mas o empregado que seria capaz de tomar decisões e manter um bom relacionamento com os clientes.

A importância que o trabalho tem para o bem-estar e a saúde das pessoas é algo de há muito pressentido, mas somente comprovado e reconhecido há relativamente pouco tempo.
        O potencial nocivo do estresse no trabalho encerra vários aspectos: a inatividade física e as posturas físicas inadequadas, os erros elementares e o mais importante, as próprias tensões oriundas ou associadas ao trabalho.
Os agentes estressores ligados ao trabalho têm origens diversas. Podem residir em condições externas, resultantes por exemplo da conjuntura econômica, da ameaça de falência da empresa, do medo de perder o emprego e até da falta de condições materiais e ambientais para desenvolver adequadamente o trabalho. Podem, ainda, advir das exigências culturais, isto é, das cobranças do grupo social e familiar, com relação ao statussócio-econômico e desempenho profissional.
A mais importante fonte de tensão, no entanto, seria a condição interior de cada indivíduo. Essa condição origina a insatisfação profissional e as perturbações neuróticas no relacionamento com outras pessoas.
A insatisfação profissional comporta dois aspectos: o não gostar, pura e simplesmente do que se faz - ou de onde se faz - e também da não-obtenção das recompensas de que o indivíduo se julga merecedor, seja em termos financeiros, seja em prestígio e poder ou nas três em conjunto. Essa insatisfação deve-se muito mais a condição interior da pessoa.

Dentro das mais variadas profissões existem causas gerais e específicas de estresse. A fim de objetivar melhor este estudo, é importante salientar os estímulos estressores específicos dos quais a profissão de atendente de telecomunicações está sujeita.
Embora pareçam triviais, pequenas irritações como as que serão expostas a seguir, podem levar o indivíduo a um estado de estresse devido a um importante efeito cumulativo.
Tentativas extremas para forçar o ritmo circadiano inato, que seria o ritmo biológico de cada um, como por exemplo trabalhar em turnos da madrugada, causam estresse tanto fisiológico como psicológico. Horas imprevisíveis de trabalho, impede que o indivíduo se sinta seguro quanto às exigências do trabalho. Também essas longas e insociáveis horas em si interferem no desenvolvimento das relações pessoais e no lazer, dos quais tanto depende o alívio do estresse.
Outro agente estressor desta profissão seria o status baixo e as perspectivas de remuneração e de promoção. Se o trabalho não é bem considerado pela sociedade em geral, como os clientes ou a chefia, torna-se difícil impedir um prejuízo no autoconhecimento e na importância do trabalho naquele que o executa. Não é fácil sustentar um sentimento verdadeiro de valor pessoal, se outras pessoas parecem encarar como de menor importância o que cada um faz, ou como algo que qualquer um poderia fazer com um mínimo de treinamento e qualificação.
Salário e condições de trabalho também são importantes determinantes do estado de estresse. Bons salários e boas condições de trabalho não apenas são valiosos em si - um bom salário ajuda a evitar o estresse de problemas financeiros, enquanto boas condições de trabalho promovem a eficiência.
O excesso de rotina e de previsibilidade podem tornar um trabalho monótono, mas, em geral, as pessoas necessitam de um mínimo de estabilidade para se sentirem seguras. A incerteza e insegurança tira alguns dos marcos familiares, pelos quais orienta-se e estabiliza-se o autoconceito. Na pior das hipóteses, a incerteza pode se apresentar na constante ameaça de uma demissão.
Expectativas elevadas demais consistem numa das maiores causas do excesso de estresse. Se sempre espera-se muito de si mesmo, forçando-se em excesso, o resultado desse irrealismo é que o indivíduo nunca estará satisfeito com seu desempenho nem pode relaxar frente à sensação de um trabalho bem feito.
As más relações com os superiores dentro do trabalho também são uma forte fonte de estresse, pois eles têm o poder de influenciar materialmente da vida das pessoas. Outro estressor, nas relações subordinado-chefe, é o superior que deixa de dar crédito quando é merecido pelo empregado ou o chefe que perde tempo com críticas frustrando a criatividade e o entusiasmo e fazendo por em dúvida a competência do indivíduo. Isso faz a pessoa sentir-se desvalorizada e pode embotar tanto o gosto pelo trabalho como o incentivo para melhorar seu desempenho e lutar por promoções.
Poucos conseguem seu melhor desempenho quando estão sob pressão constante. Além das férias e das interrupções formais de cada dia, como o almoço e o cafezinho no meio do expediente, necessita-se de intervalos curtos entre o término de uma tarefa difícil e o início da seguinte. É importante esses momentos em que se pode experimentar a liberdade do trabalho.
A liberdade também é conseguida por meio de uma dose de variedade na estrutura daquilo que se faz. A mente humana exige os estímulos de nova experiências esporadicamente, para que permaneça concentrada e criativa. Destaca-se aqui, o que se denomina “mal-estar do trabalho vazio”, característica justamente dos que executam tarefas rotineiras, repetitivas e que dão aos que a executam a impressão de não serem importantes e nem valorizadas pela organização.
Também os canais de comunicação deficientes são freqüentemente citados como uma fonte de estresse. Assim, a tentativa de dar ou receber informações, de uma tarefa rápida e não estressante passa a um trabalho prolongado, estressante demais e, com freqüência, infrutífero pois, grande parte da satisfação com o trabalho provém de se ver, ao final, um produto acabado.
Em todos os tipos de empresas e profissões que envolvem o contato com o público, existe espaço para atritos e conflitos. É relatado que os choques com clientes ferem as pessoas mais, quando são totalmente inesperados ou injustos e injustificados. No primeiro caso, não há tempo para preparar defesas. No segundo caso, recebe-se acusações que pertencem mais ao sistema do que aos indivíduos forçados a trabalhar nele ou enfrenta-se a violência de desentendimentos ou de antagonismos mal colocados. O desapontamento é maior, quando se está de fato fazendo o melhor possível para ajudar o cliente e se poderia esperar crédito e apreciação.
Enfim, o estresse é provocado mais pela forma como se reage aos acontecimentos da vida e a maneira como é interpretado e sentido estes acontecimentos que, mais que eles em si. A grande determinante do potencial nocivo do estresse é um estado interior de insatisfação consigo mesmo e com a vida. Ao contrário do que ocorre com os animais, portanto, o que hoje ameaça a vida e a saúde não são, como regra, os perigos que vêm de fora, e sim aqueles que são trazidos dentro de cada indivíduo.

A felicidade e satisfação profissional, provém da aceitação das limitações de cada um e, por conseguinte, a admissão de expectativas realistas quanto a nossa vida e nosso trabalho, entre outras coisas.
Gostar do que se faz, conseguir transformar o trabalho em fonte de satisfação, sair de casa feliz para ir trabalhar é condição indispensável para a felicidade e, portanto, para a saúde. Ninguém será feliz se não conseguir tornar interessante e gostar de seu cotidiano, onde se inclui o trabalho.


DISCUSSÃO

Após categorização e análise dos resultados utilizando o formulário BASIC ID e comparações dos resultados obtidos com a teoria já demonstrada na introdução deste trabalho, segue-se as discussões dos resultados obtidos sujeito a sujeito e logo depois uma conclusão final abrangendo a profissão de atendente de telecomunicações como um todo.
Vale frisar que o leitor não encontrará nesta discussão um diagnóstico a respeito do nível de estresse de cada sujeito entrevistado, pois a metodologia usada para pesquisar as condições de estresse nesta profissão não forneceu dados empíricos suficientes para a afirmação concreta do estado de estresse de cada sujeito.
O sujeito E.M.V. soube definir muito bem o que seria estresse. Acha que já foi muito estressado assim que entrou na Telebrasília, hoje já não é muito. Dentro dos sintomas do estresse, o sujeito apresentou lentificação dos movimentos porém, num modo geral foram mudanças mais para o lado da agitação. Tem falado mais alto quando está atendendo, relatou mudança de certos hábitos como o modo de se vestir, impaciência, agressividade comentada por outras pessoas de seu convívio. Com o excesso de trabalho repetitivo nas mãos, o sujeito apresenta dores musculares e até já entregou vários atestados na empresa por dores nas articulações das mãos. Apresentou episódios de diarréia, tem dormido muito, se sente cansado com facilidade e sua sensibilidade à luz, aos sons e ao tato se mostra aumentada.
O sujeito D.L.L. também mostrou suas mudanças emocionais, desde que começou neste emprego, mais para o lado da agitação. Essa, se manifestou nesse indivíduo através da inquietação, dificuldade em relaxar, preocupação demasiada, explosividade em seus comportamentos, cansaço, impaciência e fala mais alta que o tom normal. Porém, como há uma mistura de agitação e apatia na maioria das vezes, o indivíduo relatou que tem havido uma lentificação em seus movimentos e tem dormido muito. Sente dores musculares, mesmo sem ter se machucado, utilizando para alívio de tais dores aparelhos elétricos, dores de coluna e a sensação de peso nas pernas e braços. Apresentou como sintoma vegetativo a má digestão. O mesmo disse ter acontecido ultimamente vários desentendimentos com sua namorada e sua irmã tem reclamado de agressividade em seus comportamentos, além do mesmo dizer que anda muito nervoso e intolerante, fato este mais intensificado com a insatisfação em seu trabalho. O próprio indivíduo diz estar nesta empresa por falta de opção e por precisar de dinheiro. Entretanto, D.L.L. se dispõe de quinze minutos diários para a prática de exercícios físicos, se preocupa bastante com a saúde tomando remédios caseiros e só em último caso opta pelos farmacêuticos.
O sujeito Z.P.C. se imagina trabalhando na Câmara ou no Senado, além de ter verbalizado insatisfação com seu emprego atual, fatos que refletem seu conteúdo mental de motivação que leva a estudar para outros concursos. Apresenta bom relacionamento com colegas de trabalho e familiares. Tenta realizar tudo com êxito. O sujeito não se considera estressado e isto pode ser verificado pela análise de suas variáveis individuais como possuir hábito de freqüentar academia de ginástica durante duas horas diárias, ter alimentação à base de produtos naturais e integrais, não possuir o hábito de beber ou fumar. Apesar de realizar tudo com êxito não compara seu trabalho com o de outras pessoas e quanto a sua insatisfação no emprego atual, o mesmo acredita que nenhum emprego é perfeito e também não costuma planejar nada para o futuro. Com este hábito de vida, o sujeito não apresentou nenhum dos sintomas físicos da doença.
O sujeito M.D.O. diz ter uma vida corrida pelo fato de trabalhar no horário da manhã e de estudar à noite na AEUDF. Disse que algumas pessoas reclamam que o tom da sua voz está ficando muito baixo, está cansado e irritado, tendo freqüentemente alterações no seu humor (às vezes fica triste, logo depois feliz) e nas suas gesticulações ( tem gesticulado mais do que o normal). Está mais fechado do que o habitual e mais impaciente com as pessoas que estão ao seu redor Está tendo dificuldades para adormecer e quando consegue dormir, o seu sono é agitado. Sente pressão no peito, dores musculares principalmente no pescoço e nos ombros, o batimento cardíaco está acelerado, tem sensibilidade à luz e tem vertigem e dores de cabeça mas, diz dever ser por causa da dieta que está fazendo dos Vigilantes do Peso. Tenta ser o mais eficiente possível tratando os clientes com presteza e rapidez mas, fica muito irritada quando estes demoram muito para explicar alguma informação que desejam. Enfim, o sujeito sonha em se formar e depois fazer vestibular novamente para psicologia e ter um emprego melhor.
O sujeito C.B.M. diz estar apresentando movimentos mais acelerados com gesticulações desnecessárias e fala em tom mais elevado. Tem apresentado também muita dificuldade em dormir. Sente-se constantemente agitado, irritado e com dificuldade em relaxar. Emocionalmente, informou ser instável, com o humor alterando com muita freqüência. Tem estado muito ansioso devido à falta de tempo fazendo este não conseguir realizar todas as suas atividades diárias. Tem tido uma enorme sensação de cansaço mental e perda de memória. Constantes dores de cabeça e musculares, fadiga, mal estar e fraqueza, além de constante sensação de “bolo” no estômago. Fica pensando nos afazeres mesmo nos momentos de lazer e descanso. Não tem tido muito tempo para o relacionamento familiar mas, valoriza muito bons relacionamentos interpessoais. Em geral, se relaciona bem com as pessoas. Suas perspectivas são de que os esforços de hoje trarão recompensa futuras. Tem se preocupado mais com a sua aparência, procurando se vestir mais “bem arrumado” devido ao seu estágio na área de Direito. Consome muitos analgésicos devido às dores de cabeça. Bebe socialmente aos finais de semana e confessa que tem se alimentado muito mal com uma dieta desequilibrada, trocando refeições por lanches rápidos devido à falta de tempo para às refeições.
De acordo com a teoria citada, a profissão dos sujeitos entrevistados é altamente estressante. De uma maneira geral, os entrevistados apontaram como mais estressantes os seguintes aspectos em sua profissão de atendente de telecomunicações: trabalhar nos finais de semana e feriado porque eram obrigados muitas vezes a renunciar de seus momentos de lazer e descanso; o horário que trabalham, que é de seis às doze horas da manhã, para o caso dos atendentes daquele turno, o que os obrigam a mudar seus ritmos biológicos por terem que se levantar mais cedo e que conforme a teoria, seria menos estressante retardar este ritmo do que adiantá-lo. Também citaram o fato de serem considerados pelos seus superiores como crianças pois, há demasiadas cobranças que avaliaram serem desnecessárias; o trabalho unicamente mecânico sem variedade na execução de sua tarefa, o que pode diminuir a concentração, a criatividade e o aprendizado. Há frequentemente situações de desconforto com clientes mal informados pois, os mesmos descarregam a culpa de não constar no cadastro determinada informação solicitada aos atendentes.
Por fim, apesar de estarem sempre em constante contato com estes agentes estressores, vale frisar que as variáveis individuais desempenham um papel decisivo na determinação do potencial nocivo do estresse tanto em atendentes de telecomunicações como também em outras profissões."

TEMAS DE PSICOLOGIA ABORDADOS:

Alguns sintomas:


A Fobia é um sentimento de medo, injustificado e desproporcional, que se intromete persistentemente no campo da consciência e se mantém ali, independentemente do reconhecimento de seu caráter absurdo. A característica essencial da Fobia consiste num temor patológico que escapa à razão e resiste a qualquer espécie de objeção, temor este dirigido a um objeto (ou situação) específico.

O medo, seja com características fóbica ou não, reflete sempre uma grande insegurança e pode aparecer tanto nos Transtornos de Ansiedade quanto nos transtornos depressivos.
A associação da Depressão com crises de pânico é encontrada em proporções que chegam a 70% dos casos. 

A Ansiedade aparece em nossa vida como um sentimento de apreensão, uma sensação de que algo está para acontecer, ela representa um contínuo estado de alerta e uma constante pressa em terminar as coisas que ainda nem começamos. Desse jeito, nosso domingo têm uma apreensão de segunda-feira e a pessoa antes de dormir já pensa em tudo que terá de fazer quando o dia amanhecer. É a corrida para não deixar nada para trás, além de nossos concorrentes. É um estado de alarme contínuo e uma prontidão para o que der e vier

Ansiedade, Estresse e Esgotamento são termos de uso corrente entre as pessoas participantes daquilo que se chama vida moderna. Ninguém gosta de pensar naAnsiedade, no Estresse, no Esgotamento ou na Depressão como sendo formas de algum transtorno mental, é claro. Isso pode parecer muito próximo do descontrole, da piração ou da loucura e, diante da possibilidade de sermos afetados, pelo menos alguma vez na vida, pelo Estresse, pelo Esgotamento ou pela Depressão, então será melhor não considerá-los como formas de algum transtorno emocional.

O estresse é o estado de tensão emocional que produz um estado psicológico desagradável caracterizado por irritabilidade, distúrbio de sono e do apetite, dificuldade na concentração, e preocupação exagerada com relação a situações triviais. Em geral há queda no rendimento, com diminuição da memória e impotência. Pode ser desencadeado por uma situação súbita (um assalto, por ex.) ou por situações conflitantes continuas e seguidas.

O Complexo de Inferioridade procura compensar sua insuficiência real ou suposta, seja pela tentativa de sobressair em qualquer atividade física, artística ou cultural, o que constitui uma reação positiva, seja procurando vencer seu estado de inferioridade por artimanhas, agindo, consciente ou inconscientemente, com astúcia, cautela e pedantismo, a fim de apresentar aos outros caracteres que realmente não possui.
Neste último caso, que representa uma reação negativa, o Complexo de Inferioridade  pode se agravar se o indivíduo for mal sucedido nessas tentativas deCompensação (veja este Mecanismo de Defesa). Até aqui consideramos o Complexo de Inferioridade  como um estado anormal e neurótico.
 
Atos Compulsivos são os atos que se impõem a um indivíduo, involuntariamente, apesar de seus esforços para resistir aos mesmos. Os Atos Compulsivos mais comumente se referem à limpeza (particularmente o ato de lavar as mãos), verificação repetida para se assegurar a eliminação de que uma situação potencialmente ou organização e arrumação. Subjacente ao comportamento manifesto está um medo, usualmente de perigo para o paciente ou causado por ele, e o ritual é uma tentativa ineficaz ou simbólica de afastar aquele perigo.
Quando observamos no indivíduo a tendência a ritualizar todos os seus procedimentos, tudo o que faz deve ser ordenado rigidamente, dizemos que ele possui um caráter obsessivo, ou uma personalidade anancástica (obsessiva-compulsiva).
Existe um distúrbio primário desta atividade, antigamente chamado de Neurose Obsessiva-Compulsiva, mas que é de fato um Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC), na qual aparecem idéias reverberantes e rituais compulsivos primários e alheios à intencionalidade, indicando tratar-se de um distúrbio do psiquismo, e não uma condição psicológica, psicodinâmica. Tanto é assim que a abordagem psicoterápica, nesses casos, é bastante difícil, sendo melhor sucedida com a interferência medicamentosa

Quem sou eu

Minha foto
São Paulo, São Paulo, Brazil
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Augusto Cury E-MAIL: lu.name.lc@hotmail.com