terça-feira, 13 de setembro de 2011

Projeto de deputado prevê auxílio-funeral às famílias de doadores

De acordo com Antonio Félix, o objetivo do Projeto de Lei é incentivar o aumento do número de doadores de órgãos.

    

O deputado estadual Antonio Félix (PPS) encaminhou Projeto de Lei que prevê auxílio-funeral às famílias de doadores de órgãos e tecidos. O projeto autoriza a criação pelo Governo do Estado do "auxílio-funeral" para pessoas que, em vida, tenham permitido a doação de seus órgãos e tecidos para transplante.

Deputado Antonio Félix

De acordo com o documento, o auxílio será concedido desde que os familiares confirmem a doação em tempo hábil para sua efetivação e comprovem a retirada dos órgãos ou tecidos por laudo médico. 

Os hospitais, casas de saúde, prontos-socorros e unidades de saúde da Secretaria Municipal de Saúde ficarão obrigados a afixar, em lugar visível, aviso referente ao auxílio-funeral para doadores de órgãos e tecidos corporais para fins de transplante. 

De acordo com o deputado, o objetivo do Projeto de Lei é incentivar o aumento do número de doadores de órgãos, com o propósito de trazer uma nova esperança aos que estão aguardando na fila por um transplante e que somente será possível através do consentimento de uma população consciente da possibilidade, da necessidade e responsabilidade de depois da morte, destinar os seus órgãos para salvar vidas.


Apesar de bem recebida nas ruas, a proposta enfrenta algumas resistências.

Água engarrafada e o meio ambiente

Em países da Europa e nos Estados Unidos a água engarrafada está na mira de críticos de seus processos de produção e de ambientalistas há pelo menos cinco anos. Recentemente as Nações Unidas se uniram a esse coro: a água engarrafada se tornou, assim como as sacolas plásticas do supermercado, um ícone do desperdício dos tempos atuais. E também da desigualdade social.
    Isso porque enquanto cerca de 900 milhões de pessoas no mundo ainda não tem acesso à água de boa qualidade, segundo dados da ONU, uma parte mais abastada consome água engarrafada, mesmo tendo acesso à água tratada. E o consumo excessivo de água engarrafada em todo o mundo pode levar à super exploração de aquíferos, o que deixaria um legado de falta d’água para gerações seguintes,  enquanto o lucro com a venda de água permanece privatizado. Sabemos quem sai ganhando.
A maior parte da água engarrafada comercializada no mundo é feita por grandes multinacionais, como Nestlé, Danone, Coca-Cola, PEPSICO, entre outras. As empresas têm sido acusadas de criar uma falsa demanda pela água engarrafada, mesmo em lugares onde a qualidade da água fornecida pelas companhias de saneamento é considerada satisfatória (alô, grandes cidades brasileiras!). Há quem diga que a “obrigatoriedade” de se beber dois litros de água por dia foi outra falsa demanda criada pela indústria de bebidas.
Outro problema criado pelo aumento do consumo dessas águas é a poluição causada pelas embalagens. As empresas estimulam o consumo, sem se preocupar em dar um destino correto às garrafas plásticas, gerando ainda mais lixo, que como sabemos, vão parar no lugar errado. Só nos EUA são descartadas por ano 50 bilhões de embalagens plásticas de água. Menos de 10% são recicladas.
A ONU já lançou campanhas para que restaurantes passassem a oferecer a seus clientes a opção de água filtrada, sem custo para o cliente. Em recente viagem à Europa, pude constatar que muitos restaurantes aderiram, enquanto outros nunca deixaram de servir ‘tap water’ – água de torneira. No Brasil a tendência já chegou – em São Paulo, foi criado o projeto Água na Jarra, uma iniciativa da economista Letycia Janot e da advogada Maria Fernanda Franco, que ainda não foi lançada oficialmente mas que terá apoio da prefeitura da capital e do governo paulista. Alguns restaurantes já aderiram: quem quiser saber mais pode consultar o site aqui.

Por último, o vídeo The Story of Bottled Water (“A História da Água Engarrafada”, em tradução livre), produzido por Annie Leonard (a mesmo do “A História das Coisas”, um sucesso na internet) e lançado no Dia Mundial da Água expõe as razões para se reduzir o consumo das garrafinhas de água. Vale a pena tomar conhecimento e refletir sobre hábitos que acabam se tornando banais mas que têm seus impactos sobre o planeta.








FONTE: ESTADÃO

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Preconceito Camuflado

Para compreender o que é o preconceito, convém entender primeiro o conceito de atitude.
ATITUDE é um sistema relativamente estável de organização de experiências e comportamentos relacionados com um objeto ou evento particular.
            Para cada atitude há um conceito racional e cognitivo – crenças e ideias, valores afetivos associados de sentimentos e emoções.

Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos.

            Segundo Allport (1954) o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que, em determinadas circunstâncias, podem se transformar em raiva e hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas freqüentemente não podem manifestar sua raiva contra um alvo identificável ou adequado; assim, deslocam sua hostilidade para aqueles que estão ainda mais “baixo” na escala social. O resultado é o preconceito e a discriminação.

            Já para Adorno (1950), a fonte do preconceito é uma personalidade autoritária ou intolerante. Pessoas autoritárias tendem a ser rigidamente convencionais. Partidárias do seguimento às normas e do respeito à tradição, elas são hostis com aqueles que desafiam as regras sociais. Respeitam a autoridade e submetem-se a ela, bem como se preocupam com o poder da resistência. Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita.

            Há também fontes cognitivas de preconceito. Os seres humanos são “avarentos cognitivos” que tentam simplificar e organizar seu pensamento social o máximo possível. A simplificação exagerada leva a pensamentos equivocados, estereotipados, preconceito e discriminação.

             Além disso, o preconceito e a discriminação podem ter suas origens nas tentativas que as pessoas fazem para se conformar (conformidade social).

O preconceito se materializa em diversas formas de discriminação, e na profissão não é diferente. Isso porque as diferenças no jeito de ser e viver têm significado uma arena fértil para a manifestação de múltiplas modalidades de opressão.
As questões que provocam preconceito precisam ser problematizadas e desmistificadas, porque o preconceito, enquanto algo que dizima o humano destitui os indivíduos sociais de sua autonomia e liberdade. Nestes termos, o debate em torno do preconceito favorece à argumentação e à reflexão crítica sobre a vida cotidiana, espaço-tempo no qual se materializam as expressões de discriminação e opressão.
É uma questão camuflada, os preconceituosos não assumem, mas expressam de uma forma ou outra. Uma loja de móveis na Av. João Dias, na zona sul de São Paulo é um exemplo do preconceito camuflado.
Observando as fotos seguintes podemos destacar claramente nas placas de “precisa-se’’esta preferência profissional.







As fotos estão localizadas exatamente nesta ordem de valores, socialmente elas foram escritas de forma preconceituosa, em primeiro esta de marceneiro, foi feita em uma gráfica em fórmica, a de montador, em segundo lugar em folha de sulfite, letras trabalhadas na régua, em terceiro e último lugar esta a de faxineiro, quem além de estar escrito errado tem a observação de ser um aposentado, o que exclui que um aposentado  possa ser um marceneiro ou montador.
O dono da loja Sr. Saad, diz que não percebeu esta diferença e que não há intenção preconceituosa na sua atitude.

De saída, uma questão premente: em que medida este tema interessa ao Serviço Social?
Com o Código de 1993, abre-se um campo de possibilidades para o entendimento e desnaturalização do preconceito. Neste sentido, o objetivo deste artigo é fornecer elementos para a crítica do preconceito, fortalecendo, desse modo, tal discussão no âmbito do Projeto Ético-Político do Serviço Social (PEPSS). Discutiremos, futuramente, a trajetória de construção do PEPSS a partir dos anos 80, contextualizando os códigos de ética de 1986 e 1993, para, estabelecer uma  relação entre a dimensão ética e a necessidade de superação dos preconceitos.

SP: menino trancado em casa pela mãe liga para a polícia

A gravação telefônica mostra o pedido de socorro do menino à PM.
PM: Polícia Militar, emergência, bom dia.
Menino: Bom dia, moço. É que a minha mãe me deixou aqui preso com os meus irmãos e é quase sempre ela faz isso. Aí a minha irmã está sem leite. Tá sem alimento. O que que eu poderia fazer?
PM: Você tem quantos anos?
Menino:11
PM: E a sua irmã, que está com você, está com quantos anos?
Menino: A minha irmã tem 5 meses.
A polícia foi até a residência da família, no bairro Jardim das Oliveiras, e teve que arrombar a porta, pois as crianças estavam trancadas. Segundo um dos policiais que retiraram as crianças,a firma que elas estavam imundas e debilitadas, com fome, a casa se encontrava em estado de calamidade, panelas sujas na pia, com resto de comida de dias, roupas sujas jogadas no chão, e vestígios de bebida alcoólica.
O pai das crianças é pedreiro e trabalhava em São Bernardo do Campo. Segundo o garoto mais velho, a mãe saiu porque "tem ciúmes" do pai. Ele também denunciou sofrer maus tratos, como espancamento e queimaduras. 
A polícia constatou marcas recentes de agressão na boca do menino, e lesões na barriga que indicam queimaduras antigas. A polícia libertou as crianças e acionou o Conselho Tutelar e a Vara da Infância e Juventude. 
Fonte: Bom Dia São Paulo

terça-feira, 23 de agosto de 2011

IX Conferência de Assistência Social discute os avanços da área de 24 a 26/8

O Palácio de Convenções do Anhembi recebe a IX Conferência de Assistência Social de São Paulo entre os dias 24 e 26 de agosto. O evento é realizado a cada dois anos e tem como principal objetivo avaliar a Política Municipal de Assistência Social, além de elaborar propostas para o próximo biênio.
A Conferência deste ano tem como tema “Avançando na Consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) com a Valorização dos Trabalhadores e a Qualificação da Gestão, dos Serviços, Programas, Projetos e Benefícios”, que pretende avaliar a situação da Política da Assistência Social e elaborar estratégias para o aperfeiçoamento do SUAS, enfatizando a participação e o controle social no Município de São Paulo.

SERVIÇO - IX CONFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

As meninas da Vila Mariana e você



Ilustração: Otho Garbers (Portal Aprendiz)
Neste último mês, acompanhamos pela mídia as desventuras em série de um grupo de meninas acusadas de furtos e agressões na Vila Mariana, bairro de classe média da zona sul paulistana. No primeiro dia do mês, os jornais anunciaram que um “bando” de cerca de 20 crianças, a maioria meninas, estava “aterrorizando” a região. O Conselho de Segurança (Conseg) do bairro já discutia a questão e lembrava que o grupo já havia sido detido em flagrante mais de 15 vezes. O Conselho Tutelar também já conhecia o caso e informava que a maioria das crianças seria da Cidade Tiradentes e de São Mateus, bairros pobres da zona leste. Mais ainda segundo este Conselho: o grupo seria composto por cerca de 30 crianças e já atuaria havia três anos na Vila Mariana.
Onze dias depois, sete meninas deste grupo foram detidas novamente. Desta vez, a polícia informou que três eram menores de 12 anos e, por isso, foram encaminhadas para o Conselho Tutelar, como orienta o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para serem reencaminhadas às próprias famílias ou a abrigos. As outras permaneceriam na delegacia aguardando a vinda de familiares ou poderiam ser direcionadas à Fundação Casa. A repercussão do caso na mídia teve resultado: as mães foram à delegacia reencontrar suas filhas. Estas mães têm de 26 a 33 anos e de 3 a 7 filhos cada uma.
Chegando à delegacia, as mães foram presas e indiciadas por abandono de incapaz, por ordem do delegado. As sete meninas, agora sem possibilidade de voltar para as casas, foram para abrigos. Mas, no dia seguinte, a Justiça as soltou, determinando que não deixassem a cidade e que comparecessem ao Conselho Tutelar da Cidade Tiradentes.
Mais uma semana e o grupo volta às manchetes. Desta vez porque a irmã mais velha de uma delas, de 17 anos, foi em busca da mais nova e a encontrou, de madrugada, em companhia de duas amigas. Todas haviam saído dos abrigos para onde foram encaminhadas (o termo “fugido” empregado pelos jornais não é adequado, já que os abrigos não são prisões). As meninas brigaram, alguém chamou a polícia, e lá foram as crianças para a delegacia novamente. A irmã relatou que a mais nova estava fora de casa havia dois meses.  A Vara da Infância e Juventude decidiu que as três meninas reencontradas terão que cumprir medidas socioeducativas, como serviços à comunidade, em liberdade assistida, acompanhadas por ONGs e Ministério Público Estadual, e terão que ir à escola,  conforme determina a lei.
Ainda não sabemos qual será o próximo capítulo desta série de desventuras, mas está claro que estamos longe de uma solução adequada, que promova a proteção, o cuidado, a saúde e a educação destas crianças. As várias instâncias responsáveis por isso não estão ausentes. Elas aparecem e atuam, mas, com a lógica fragmentada dos encaminhamentos, vem falhando sistematicamente: a família, a escola, os bairros (aquele onde as crianças nasceram e o outro, onde circulam), a polícia, o Conseg, o Conselho Tutelar, a Vara da Infância e Juventude, a Promotoria, a Justiça, os abrigos, a Fundação Casa. Diante disso, podemos nos indignar, mas nos sentimos impotentes.
No entanto, há algo que podemos fazer. A legislação prevê a nossa participação na constituição e no controle das instituições públicas responsáveis pela garantia dos direitos da criança e do adolescente. Se não participamos, elas acabam sendo tomadas por interesses privados e seus ocupantes não se sentem obrigados a nos prestar contas.
A mais importante destas instituições, neste caso, é o Conselho Tutelar, criado com o ECA, há 21 anos. Órgão municipal autônomo, não subordinado ao Estado, é responsável por zelar pelos direitos da criança e do adolescente, sendo formado por membros eleitos pela comunidade para mandato de três anos. Em São Paulo, temos 44 conselhos tutelares, cada qual constituído por cinco membros. O Conselho Tutelar deve ser acionado sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente. Cabe a ele aplicar medidas que zelem pela proteção dos direitos da criança e do adolescente. Para tanto, é evidente a necessidade de o Conselho trabalhar em parceria com a rede responsável pela garantia destes direitos e sempre em diálogo com as crianças e os adolescentes.
A próxima eleição dos conselheiros da capital paulista acontecerá por meio de voto secreto e direto na respectivas zonas eleitorais nos dias 14, 15 e 16 de outubro. Informe-se no seu bairro quem são os candidatos apoiados pelas ONGs, escolas, postos de saúde, Vara da Infância e outras organizações da rede sociopedagógica e ajude a eleger alguém com o perfil adequado e com condições garantidas por esta rede para finalmente encerrar as desventuras em série das nossas crianças.
Moradores de outras cidades, informem-se quando será a próxima eleição do Conselho Tutelar de sua cidade.
Fonte: Pinheiros Agencia Comunitária de Notícias

Mulher perde gêmeos após falta de atendimento em Santa Casa no Pará



Presidente da instituição foi afastada pelo período que durar sindicância.
Bombeiros informaram que médica plantonista recebeu voz de prisão.


Uma mulher de 27 anos, grávida de aproximadamente 30 semanas, perdeu os dois filhos gêmeos, nesta terça-feira (23), após falta de atendimento no Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Belém. Segundo informações da Polícia Civil, ela e o marido teriam sido impedidos de entrar no estabelecimento por um funcionário que estava na portaria, sem que tivesse comunicado os médicos de plantão. A alegação seria a falta de leitos na maternidade da Santa Casa.
A gestante permanece internada na Santa Casa, com quadro estável e sem previsão de alta.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada pelo marido da gestante, que a encaminhou para o Hospital das Clínicas, que também não teria condições de prestar atendimento à paciente. Ela, então, foi levada novamente pelos bombeiros para a Santa Casa, onde teria sido impedida de entrar novamente.
Neste segundo momento, a médica que estava de plantão, teria se negado a prestar atendimento à gestante. Por essa razão, um dos bombeiros e um policial militar chegaram a dar voz de prisão à médica por negligência.
A prisão dela não foi confirmada pela Polícia Civil, que informou que a profissional de saúde foi detida para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e liberada em seguida. Segundo a Santa Casa, a médica que fez o atendimento no setor de triagem se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhada de testemunhas e dos procuradores da Santa Casa, para prestar esclarecimentos sobre o fato.
Enquanto esperava por atendimento, de acordo com os bombeiros, a gestante teve um sangramento e uma das crianças nasceu na ambulância da corporação, mas sem vida. A segunda criança nasceu, também sem vida, na Santa Casa.
A Polícia Civil ouviu o depoimento, na noite desta terça-feira, dos bombeiros que prestaram os primeiros socorros à gestante. A delegada responsável pelo caso, Maria do Socorro Picanço,  apura os possíveis crimes de omissão de socorro e homicídio culposo, sem intenção de matar.
Demissão
Após tomar conhecimento da morte de dois bebês, o governador do estado, Simão Jatene, decidiu afastar a presidente da instituição, Maria do Carmo Mendes Lobato e a gerente de tocoginecologia, Florentina Balby, até que seja feita a total apuração do caso.
No início da tarde desta terça-feira, Maria do Carmo Lobato, disse, em entrevista coletiva à imprensa, que acompanharia toda a investigação da Polícia Civil, para depois tomar as medidas necessárias. "Como medida de transparência e no maior interesse de esclarecer o episódio, estamos abrindo uma sindicância."
O secretário de Saúde Pública do Pará, Helio Franco, disse, em nota, que superlotação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal não poderia ser motivo para que a paciente deixasse de ser atendida. "Ela deveria, pelo menos, ter sido encaminhada para um leito, até que se procedesse a transferência para um hospital regulado pelo Sistema ùnico de Saúde (SUS), principalmente levando-se em consideração o fato de ser uma gravidez de risco."
Gravidez de risco e superlotação
Ainda de de acordo com nota da Santa Casa, a mãe tem diagnóstico de doença crônica e a gravidez era de risco. A Fundação Santa Casa acionou o Instituto Médico Legal Renato Chaves (IML) para fazer a autópsia dos bebês.
Antes de ser afastada do cargo, Maria do Carmo Lobato disse que a superlotação enfrentada pela maternidade da Santa Casa tem origem em vários problemas, como falta de área de pré-natal adequada, gestação de risco e falta de assistência aos recém-nascidos prematuros e com afecções congênitas, além da regulação de leitos nos municípios.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Pará informou que vai abrir sindicância para apurar o ocorrido.

Vacinação contra raiva em cães e gatos começa em julho em 8 estados

Em setembro, campanha alcança outros 16 estados e Distrito Federal.
Estão fora RS e SC, onde o vírus não circula, segundo ministério.

O CALENDÁRIO DA CAMPANHA
JulhoSetembro
AlagoasAcre
CearáAmapá
MaranhãoAmazonas
Mato GrossoBahia
PernambucoDistrito Federal
PiauíEspírito Santo
Rio Grande do NorteGoiás
SergipeMato Grosso do Sul
 Minas Gerais
 Pará
 Paraíba
 Paraná
 Rio de Janeiro
 Rondônia
 Roraima
 São Paulo
 Tocantins
* Rio Grande do Sul e Santa Catarina não fazem campanha porque não têm circulação do vírus da raiva.
De acordo com o ministério, a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva será realizada em duas etapas: em julho, em oito estados, e em setembro, em outros 16 e no Distrito Federal (veja tabela ).
Rio Grande do Sul e Santa Catarina não fazem campanha porque não têm circulação do vírus da raiva, segundo o ministério.
Ao todo, o governo federal vai adquirir 32 milhões de doses de vacinas, que começam a ser distribuídas no mês de maio para os estados.
A meta do ministério é aplicar a vacina - produzida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná - em cerca de 29 milhões de animais.
Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas utilizadas na campanha passam por testes e, só depois de aprovadas e liberadas pelo Ministério da Agricultura, serão distribuídas para os estados.
No ano passado, a campanha de vacinação contra a raiva foi suspensa em todo o país depoisde constatadas reações à vacina
Neste ano, durante a vacinação, haverá um sistema de monitoramento, com notificação em formulário eletrônico para o Ministério da Saúde em casos de reações à vacina.



Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Fotógrafo cego clica campanha publicitária

Teco Barbero, que já clicou peças para a campanha da Associação Desportiva para Deficientes, conta sobre sua trajetória e técnica de fotografia em filme criado pela agência.


A age. acaba de dar mais um passo para reforçar o trabalho da Associação Desportiva para Deficientes (ADD), entidade que luta pela valorização e integração de pessoas com deficiência. A agência criou um documentário sobre Teco Barbero, deficiente visual que fotografou as peças da mais recente campanha da Associação. O filme, que pode ser acessado pelo site www.fotografocego.com.br ou pelo YouTube, conta sobre a aproximação de Teco com o universo da fotografia e a sua técnica de captação de imagens. Desde que entrou no ar, no ano passado, o documentário já registrou mais de 1000 mil acessos pelo site.


Teco Barbero é formado em jornalismo pela Universidade de Sorocaba. Tirou sua primeira foto aos 16 anos, numa viagem para a Suíça. "Foi só porque meu pai reclamou que ele não iria aparecer em foto alguma da viagem", diz Barbero. Voltou a clicar aos 21, quando participou de um curso de fotografia para cegos idealizado pelo documentarista Werinton Kermes. Lá, aprendeu a fotografar usando o próprio corpo. "Para um fotógrafo cego, o enaquadramento, o foco, a estética, pouco importa. O relevante é que pela foto posso mostrar a maneira que enxergo o mundo", sustenta o jornalista.


No Brasil, Teco Barbero foi o primeiro fotógrafo deficiente visual a clicar uma campanha publicitária. O filme da campanha, que foi veiculada no ano passado, mostrou Teco fotografando um cadeirante da ADD. Além disso, a agência criou um making of da campanha e um hotsite exclusivo com todas as informações da ação. Para dar continuidade à comunicação, a age. pretende convidar fotógrafos renomados do mercado brasileiro para clicar de olhos vendados.


Segundo Carlos Domingos, diretor de criação da age., mostrar que um deficiente pode fazer muito mais do que as pessoas pensam foi a maneira de chamar a atenção do público. "É motivo de muito orgulho poder participar de mais uma campanha impactante para a ADD, que vem gerando muitos comentários e um bom retorno para a instituição. Trabalhar com o Teco foi muito tranquilo, já que é um profissional eficiente e prestativo. Ao contrário do que as pessoas possam pensar, não foi mais fácil nem mais difícil trabalhar com ele. Foi mais um job, como qualquer outro", finaliza Domingos.


Os olhos são considerados alguns dos principais componentes para observar a imagem que se quer registrar, seja por meio da máquina digital, analógica e até mesmo as que estão integradas aos aparelhos celulares. Porém,pernambucanos e paulistas com diferentes deficiências visuais, mostram que é possível aprender fotografar e tirar uma bela foto, como qualquer outra pessoa que enxerga. Poucas pessoas sabem que é possível um cego fotografar, e aos que possuem esse conhecimento, souberam através da história do fotógrafo eslovênico Evgen Bavcar. Ele perdeu a visão aos 12 anos, devido a dois acidentes: o primeiro foi no olho esquerdo, onde perdeu a visão quando foi perfurado por um galho e o segundo no olho direito, ao ser afetado durante a explosão de um detonador de minas, onde brincava. Quando completou 17 anos começou a tirar fotos, hoje , com 65 anos, ainda continua a tirar belíssimas fotos, todas em preto e branco, como essa ao lado. É internacionalmente conhecido, pois suas exposições já rodaram o mundo, inclusive no Brasil, em 2007, onde também fez a divulgação do livro “Memórias do Brasil”, que retrata suas experiências fotográficas nos solos brasileiros.
No Brasil, existem dois cursos de fotografias para deficientes visuais, um em São Paulo e o outro em Recife. Em São Paulo, desde abril de 2008, o SENAC –SP disponibiliza o curso de Alfabetização Visual, voltada para fotógrafos cegos. A ideia surgiu graças aos inúmeros pedidos dos usuários do Espaço Braille da Biblioteca do Centro Universitário, que queriam algo totalmente novo e depois de meses conseguiram. O curso tem como objetivo estimular a reflexão, a imaginação e a participação dos alunos desenvolvendo sempre a auto-estima e abrindo novos canais de comunicação e expressão entre os deficientes visuais e o publico vidente, e isso ocorre com a ajuda do professor João Kulcsár. Os alunos não precisam pagar nada, e a turma é composta por no máximo 7 alunos, que possuem diferentes graus de deficiências visuais.
João Kulcsár é o professor desde inicio do curso. “A cegueira atrapalha pouco para um deficiente visual se transformar em fotógrafo. Mas ao passar do tempo e com toda essa tecnologia, não atrapalhará mais em nada”, afirma o professor.
Em recife, o curso surgiu graças à ideia de Sandra Araujo, que também é a professora do curso. “Em 2008, assisti um seminário de Acessibilidade em Museus, e então pensei que poderia ser feito um trabalho envolvendo fotografia e os deficientes visuais”, disse Sandra. Quando voltou a recife, ela fez um curso de tifologia, na Apec (Associação Pernambucana dos Cegos), ao terminar teve a oportunidade de oferecer o curso de fotografia para os deficientes visuais e a proposta foi aceita pela associação.
O curso Fotografia Sensível, teve inicio em 2009, sendo totalmente gratuito. É formado por quatros alunos, duas mulheres e dois homens, sendo apenas um monocular, que consegue enxergar com apenas um olho. A máquina utilizada é uma Canon A530, que pode ser utilizada por qualquer pessoa. Cada aluno tem um ponto fixo para apoiar a máquina e tirar a foto, Silvia Rodrigues, por exemplo, a coloca na altura do estômago e por meio principalmente do tato e da audição consegue bater a foto. O fotógrafo Evgen Bavcar prefere fixar a máquina na altura da boca e também se guia por outros sentidos. Os alunos ainda estão no segundo exercício com a máquina, e já se pode observar bons resultados, mas ainda são orientados na questão de enquadramento pela professora, em relação a quantos passos deve dar de distância da imagem desejada. O curso teve término em 2010,quando acontecer uma exposição das fotografias tiradas durante o curso, na própria APEC.
A aluna Silvia Rodrigues, hoje com 46 anos, perdeu a visão quando tinha apenas 18 anos. “Perdi minha visão por causa da retige pigmentar, dizem os médicos que adquiri por causa do casamento do meu avô e avó, pois eles são primos legítimos”, afirmou ela. Teve conhecimento do curso na própria Apec, localizada no Cordeiro, pois já é freqüentadora da associação. Quando ainda tinha a visão, Silvia nunca tinha se interessado por fotografia, mas quando ficou sabendo do curso se interessou. No inicio teve muita insegurança e medo de errar, mas com o passar do tempo, e a cada aula nova, conseguiu adquirir mais confiança.
A Universidade Católica de Pernambuco, também tem sido uma grande incentivadora para os fotógrafos cegos. Milton Pereira, aluno do curso de publicidade, se interessou em tirar foto, quando teve que pagar a disciplina de Fotografia. “Assim que terminei o período, fiz um pequeno curso sobre fotografia. Na verdade, gostaria de ter uma câmera em casa, mas como não tenho, aprendi também a tirar fotos com meu celular” diz Milton, que é cego desde sua nascença.
Graças às oportunidades que vão surgindo para pessoas cegas em relação à fotografia, é que questionamentos, dúvidas e espantos devem acabar ao saber que os deficientes visuais são capazes de serem excelentes fotógrafos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Brasil tem hoje 1,5 milhão de dependentes do crack


O combate às drogas foi tema do Seminário Estadual Sobre Drogas, que aconteceu nesta segunda-feira (15), no Salão Nobre da Assembleia Legislativa (Ales). 


Promovido pela Comissão Especial de Políticas Públicas Sobre Drogas (Cedroga) da Câmara dos Deputados, o Seminário divulgou dados sobre o consumo e venda das substâncias ilícitas, além de formas de tratamento e reinserção do usuário.

De acordo com o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL), relator da Cedroga, o número de usuários de crack no Brasil é de cerca de 1,5 milhão, mas o grande problema ainda é o número de usuários do álcool. “A droga mais usada no Brasil é o álcool, que é uma droga lícita. Este é o grande problema”, disse.

A preocupação maior é com os jovens. “Os jovens com menos de 18 anos que usam o álcool tem cinco vezes mais chances de se tornarem dependentes químicos do que os que usam aos 21 anos. O pior é que as crianças estão começando aos 11 anos”, afirmou. O seminário já percorreu 14 estados e, segundo o relator, vai passar por todos os 27 estados da Federação.

Durante o evento, a psiquiatra Lilia Emília Almeida Ferreira, coordenadora estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, promoveu a palestra “Cuidados aos usuários de álcool, crack e outras drogas”. Segundo Lilia, o Estado pretende criar, até 2014, 282 leitos de atenção integral ao toxicômano, visando o tratamento e reinserção do paciente na sociedade.

“Não podemos cometer os erros das décadas de 60 e 70, quando os usuários eram internados em leitos como única forma de tratamento. Naquela época, o número de internações subiu de 14 mil para 30 mil. Este tratamento se mostrou ineficiente. Muitas denúncias de maus tratos, tempo de permanência elevado e alta taxa de mortalidade hospitalar. O tratamento do interno deve visar a reinserção”, disse a psiquiatra. 

O deputado Rodney Miranda (DEM), presidente da Comissão de Políticas Antidrogas, disse que o combate deve ser feito em três partes: prevenção, recuperação e enfrentamento. Segundo ele, a Comissão está fazendo um levantamento de todas as entidades que trabalham no combate às drogas para fazer um trabalho em conjunto.

“É com muita honra que esta Casa recebe este evento tão importante. Precisamos trabalhar com mais força na prevenção para fechar esta porta e evitar que as crianças entrem. Temos vivenciado boas experiências no Estado, mas apenas 30% dos usuários de drogas conseguem sair deste caminho. Desta forma, não teremos cadeias, clínicas de recuperação ou cemitérios que comportem este número”, disse Rodney.

Durante o evento, as crianças da Rede Municipal de Ensino de Vitória do projeto “King Congo” apresentaram o Hino Nacional, entre outras músicas do folclore capixaba. Também estiveram presentes os deputados Genivaldo Lievore (PT), Luciano Rezende (PPS), Gilsinho Lopes (PR), os deputados federais capixabas Dr. Jorge Silva (PDT) e Sueli Vidigal (PDT), o secretário de Estado da Saúde, Tadeu Marino, além de policiais, professores e autoridades.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011


Violência contra meninas “afeta gravemente” jovens do nordeste brasileiro

“Mudar o Nosso Mundo” é o tema do Dia Internacional da Juventude deste ano. Para a ativista cearense de 26 anos, Luizete Vicente, a desigualdade de gênero e violência contra as meninas são os princiais desafios dos jovens na região nordeste do Brasil.
A educadora social trabalha no Instituto de Juventude Contemporânea, uma organização que luta pelos direitos dos jovens.
Jovens Brasileiras
Em entrevista à Radio ONU, de Fortaleza, Luizete Vicente disse que apesar dos avanços, as políticas públicas direcionadas aos jovens no Brasil ainda não são suficientes.
“Precisamos conversar sobre o estatuto da juventude, que nesse momento, está parado e a gente precisa retomar esse debate da aprovação do estatuto da juventude, como um marco para a história da juventude, que como eu, está saindo já. Mas eu saio dessa condição e tenho que dar espaço e a possiblidade para que outros jovens possam continuar nessa luta”, afirmou.
Violência
Para a ativista, um dos grandes problemas que afetam os jovens do Ceará é a violência contra a mulher. Com base em estudo realizado no estado, Luizete destacou que a desigualdade de gênero é uma barreira para as mulheres jovens.
“A desiguladade de gênero ainda é muito forte. Na pesquisa, várias meninas disseram que gostariam de ter nascido homem por conta de trabalho, que é mais fácil. O fato de ter uma liberdade pelo corpo que é totalmete diferente do homem jovem”, disse.
População Jovem
O Dia da Juventude deste ano culmina com o fim do Ano Internacional da Juventude, designado pela Organização das Nações Unidas e o 25º aniversário do primeiro Ano Internacional da Juventude.
De acordo com a ONU, os jovens no mundo representam mais de um quarto da população mundial e quase 90% moram em países em desenvolvimento.
(Fonte: Portal Pró-Menino)

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Augusto Cury E-MAIL: lu.name.lc@hotmail.com