Em menos de uma década, o cenário mudou completamente. Biscoitos, bolos e tortas sem glúten estão começando a ficar em pé de igualdade com suas versões tradicionais.
Produtos de panificação sem glúten se tornaram mais saborosos à medida que a demanda por eles cresceu. Mais americanos – cerca de 6 por cento da população, segundo o Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland – descobriram que o glúten presente no trigo, na cevada e no centeio causa problemas de saúde. O nicho de mercado virou mercadoria convencional.
Isso significa que os produtos sem glúten, antes relegados a lojas de comida natural e lanchonetes alternativas, agora têm presença sólida em supermercados, restaurantes de shopping e estádios de beisebol.
Há 20 anos, o Bob’s Red Mill, de Milwaukie, Oregon, oferece produtos sem glúten entre os grãos e farinhas que vende, mas nos últimos quatros anos ele aumentou sua linha de produtos, que agora conta com 70 itens sem glúten, e viu as vendas crescerem 35 por cento por ano.
Depois que os supermercados começaram a ofertar farinhas compostas sem glúten e uma ampla gama de farinhas sem glúten, como de batata doce, sorgo, 'teff’ e aveia, produtos que antes podiam parecer esotéricos começaram a ser produzidos em casa. E gomas como as de xantana e guar, que conferem a estrutura e textura obtidas pelas proteínas do glúten (antes só disponíveis em laboratórios e fabricantes de alimentos), agora podem estar numa loja de produtos naturais próxima ou, pelo menos, a um clique do mouse.
Também houve uma enxurrada de livros de receita para ajudar a se virar numa cozinha sem glúten. “Quando comecei a cozinhar sem glúten, era uma questão de tentativa e erro, fazendo testes com todas essas farinhas desconhecidas, como sorgo e 'teff’, e aprendendo a usá-las”, disse Ahern, autora, ao lado do marido, Daniel Ahern, de 'Gluten-Free Girl and the Chef’ (Wiley, 2010) e do blog popular Glutenfreegirl.com. E os anos de treinamento valeram a pena.
Fonte: Viver com Saúde

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário