A oferta da vacina contra o HPV a meninas de 9 a 13 anos deve impactar o orçamento do Ministério da Saúde em R$ 600 milhões no primeiro ano, segundo estimativa de Jarbas Barbosa. A proteção esperada deve durar nove anos e depende da aplicação em três doses. A representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), Vera Lúcia da Fonseca, chegou a cogitar a imunização paralela de meninos dessa mesma faixa etária, na hipótese - ainda não comprovada - de se romper essa cadeia de transmissão.
Independentemente da incorporação da vacina contra o papilomavírus no calendário público, o presidente do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antônio Santino, considerou fundamental o fortalecimento do programa de controle do câncer do colo do útero, "uma doença prevenível, tratável e curável".
De acordo com o representante da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Etelvino de Souza Trindade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a existência de 630 milhões de pessoas infectadas no mundo pelo HPV. Atualmente, o contato com o vírus estaria ocorrendo mais cedo pela antecipação da vida sexual e pelo maior envolvimento com múltiplos parceiros.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário