"A maior recompensa para o trabalho de uma pessoa não é o que ela recebe por ele, mas o que ela se torna através dele." John Ruskin,
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Desigualdade na saúde e iniquidades sociais em debate
O diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Maierovitch, e especialistas da Fundação discutem sobre medidas que serão implementadas e políticas de saúde, entre entre elas a ampliação do benefício pago pelo Bolsa Família às famílias com membros que estejam em tratamento para tuberculose e hanseníase.
Algumas das chamadas “doenças da extrema pobreza”, aquelas que tanto são consequência quanto perpetuadoras da miséria, estão na mira do governo Dilma Roussef: tuberculose, hanseníase, esquistossomose, malária, helmintíase (causada por vermes parasitários, como a tênia) e tracoma (infecção no olho causada por bactéria) são as principais a serem combatidas pelo programa Brasil sem Miséria
Mortes por dengue caem 44% no 1º semestre de 2011
O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira que os casos mais graves de dengue provocaram 310 mortes em todo o país no primeiro semestre do ano, o que representa uma redução de 44% em comparação com os 554 óbitos registrados no mesmo período de 2010.
O número de casos graves de dengue confirmados no país foi de 8.102 nos seis primeiros meses do ano, 45% inferior aos 14.685 registrados no mesmo semestre do ano passado. A maior parte dos casos (57%) está concentrada no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Ceará.
"Avançamos no atendimento aos pacientes mais graves e com risco de morte. Isso se deve a uma série de iniciativas que tornaram o sistema mais sensível", declarou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
Segundo os números oficiais, o Brasil registrou no ano passado um milhão de casos de dengue, dos quais 15.500 foram de tipo hemorrágico, o de maior gravidade.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Neste caso quem é o ANIMAL ????? MASSACRE EUPOPEU DOS GOLGINHOS
Recebi ontem um e-mail do meu amigo Bruno, falando sobre o massacre de Golfinhos, eu não tinha conhecimento desse crime e acredito que quase ninguém sabe o que se passa todos os anos em águas dinamarquesa.

Golfinho Calderon

As águas após o massacre
Esse massacre é chamado de captura de baleias, um ritual de passagem do jovem para a fase adulta.


Os golfinhos Calderon aproximam-se do homem para interagir e brincar. Quando capturados, são cortados com ganchos grossos, não morrem instantaneamente, nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido com o choro de um recém nascido.

Este dócil animal sangra lentamente e sofre com feridas enormes até perder a consciência e morrer afogado no seu próprio sangue.

Pra quem ainda acha que rodeio, tourada, farra do boi são festas tradicionais de uma nação, essa matança é considerada uma grande festa na Dinamarca desde 1584.
Sou uma futura Assitente Social, tenho que acreditar na mudança humana para um mundo mais justo, mas é inevitável ficar inojada diante destas imagens...
Sou uma futura Assitente Social, tenho que acreditar na mudança humana para um mundo mais justo, mas é inevitável ficar inojada diante destas imagens...


segunda-feira, 4 de julho de 2011
Dobram os casos de Aids na terceira idade em 10 anos
Avôs e avós fazem sexo, sim. E, sem proteção, também pegam Aids. De 1998 a 2008, os casos da doença entre pessoas acima de 60 anos no Brasil mais que dobraram, segundo dados de 2010 do Ministério da Saúde.
A via predominante de transmissão é por relação sexual heterossexual, em ambos os sexos. Embora o número absoluto de casos ainda seja pequeno em comparação com outras faixas etárias, o ritmo de crescimento da doença entre os idosos é preocupante, afirma Eduardo Barbosa, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.Sem o hábito –e, muitas vezes, sem o conhecimento– de usar preservativos, esse grupo se expõe mais ao risco de contrair o vírus HIV, de acordo com Barbosa. “É difícil de mudar a mentalidade dessa população. Eles ainda encaram o sexo com camisinha como chupar bala com papel.”
Além disso, para as mulheres o preservativo sempre esteve associado a um método contraceptivo. Como não estão mais em idade reprodutiva, não veem por que usá-lo.
VIDA SEXUAL ATIVA
O preconceito a respeito da vida sexual dessa população também dificulta a proteção. “Ninguém de nós vê nossos avós como sexualmente ativos, e isso dificulta o diagnóstico e o acesso à prevenção”, diz Barbosa.
Os idosos têm ainda a ideia de que a Aids é uma doença de jovens e que estão à margem do risco, segundo o infectologista do hospital Emílio Ribas Jean Gorinchteyn, autor do livro “Sexo e Aids depois dos 50″.
Fonte: folha.com
Especialistas debatem as desigualdades na saúde e as formas de atacar o problema

O programa Brasil sem Miséria, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff, pretende acabar com a extrema pobreza no país. Na área da saúde, uma das ações pretende combater o que o governo chama de doenças da extrema pobreza: tuberculose, hanseníase, esquistossomose, malária, helmintíase (causada por vermes parasitários, como a tênia) e tracoma (infecção no olho causada por bactéria). “Além das questões gerais que atingem a população brasileira como um todo, existem doenças que tanto são consequencia da pobreza, particularmente da pobreza extrema, como são perpetuadoras da miséria, na medida em que pioram a exclusão social e diminuem a inserção de pessoas no mercado de trabalho”, explica o diretor do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Maierovitch. Embora avalie que é positiva a iniciativa do governo federal de combater essas doenças, o diretor do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM/Fiocruz Bahia), Mitermayer Galvão dos Reis, acredita que o plano deveria ter incluído outras enfermidades. “Acho que teríamos que ampliar o leque das doenças a serem combatidas e incluir não só as clássicas, como a esquistossomose, mas também a leptospirose. A cada vez que chove em São Paulo surgem mil casos de leptospirose em uma semana”, aponta.
Maierovitch admite que não são apenas essas seis doenças que têm maior prevalência entre os mais pobres, mas aponta que o programa busca contemplar aquelas que impactam mais as populações consideradas extremamente pobres. “A leishmaniose costuma atingir populações mais pobres, a leptospirose também. Mas não dá para ter uma atuação absolutamente ampla e aberta, senão fica impossível concentrar esforços. A ideia é que com a melhoria nas condições de vida, haja também uma queda natural na ocorrência de outras doenças relacionadas à pobreza”, diz. Ele explica que a proposta é que as políticas de transferência de renda, ampliação do acesso a serviços públicos e inserção produtiva – que compõem os três eixos do Brasil sem Miséria – propiciem a melhoria nas condições de vida dos beneficiados.
Entre as medidas que serão implementadas para o combate a essas doenças estão a avaliação da população beneficiada pelos programas Bolsa Família e Saúde na Escola para diagnóstico precoce; ampliação do benefício pago pelo Bolsa Família às famílias com membros que estejam em tratamento para tuberculose e hanseníase e manutenção do benefício por mais seis meses após a cura comprovada; administração de tratamento em massa para esquistossomose e helmintíase para crianças em idade escolar nas áreas de alta prevalência dessas duas doenças; distribuição de mosquiteiros impregnados com inseticida para o controle da malária; e ampliação do diagnóstico e tratamento da malária em áreas remotas a partir da montagem de unidades volantes e integração com a Estratégia Saúde da Família (ESF).
Doenças negligenciadas
Embora o Ministério da Saúde não tenha adotado essa terminologia, as doenças presentes no plano de ação do Brasil sem Miséria fazem parte de um grupo também chamado de doenças negligenciadas, que inclui numerosas outras doenças que afetam populações pobres na América Latina, Ásia e África. Além das que estão listadas nas ações do programa, esse grupo inclui ainda a doença de Chagas, a leishmaniose, a elefantíase e a doença do sono, entre outras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças negligenciadas são aquelas que, por afetarem populações de baixo poder aquisitivo em países em desenvolvimento, não despertam o interesse da indústria farmacêutica, que não vê nelas uma possibilidade de auferir grandes lucros.
Dados da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) mostram que o setor investiu em todo o mundo US$ 63,2 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2007. No entanto, um estudo intitulado G-Finder, que faz um levantamento sobre o financiamento mundial de inovação para doenças negligenciadas (custeado pela Fundação Bill e Melinda Gates) mostrou que os investimentos nessa área somaram US$ 2,5 bilhões naquele ano. O baixo nível de investimentos em P&D se reflete na quantidade de medicamentos produzidos para as doenças negligenciadas: dos 1.556 novos remédios registrados entre 1975 e 2004, apenas 21 foram desenvolvidos para essas enfermidades, que, de acordo com a OMS, são responsáveis por 12% da carga global de doenças e afetam cerca de 1 bilhão de pessoas em 149 países.
O papel do Estado
“A indústria farmacêutica age com o cérebro, visando ao lucro. O interesse dela é produzir os antidepressivos, anti-histamínicos, estimulantes sexuais, o que gera recursos. Por isso cabe ao Estado exercer um papel regulador, produzindo aquilo que não interessa à indústria farmacêutica, que são os medicamentos voltados para as doenças que atingem as populações sem poder aquisitivo”, aponta Mitermayer Galvão dos Reis. De fato, segundo o G-Finder, a indústria farmacêutica privada contribuiu com apenas 9% do montante investido em doenças negligenciadas em 2007; o setor público respondeu por cerca de 70% e as organizações sem fins lucrativos, com 21%. O Brasil ficou em sexto no ranking de países que mais investiram dinheiro público em pesquisa e desenvolvimento para doenças negligenciadas, com quase US$ 22 milhões.
De acordo com o diretor do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), a unidade da Fiocruz que produz os medicamentos para a malária e tuberculose distribuídos na rede pública, Hayne Felipe da Silva, praticamente 100% dos recursos para pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas no Brasil são provenientes do Estado, por meio dos ministérios da Ciência e Tecnologia e da Saúde. “Não existe como pressionar um ente privado a investir nessas doenças. É preciso buscar mecanismos indutores para a participação da indústria, por meio de subvenções, incentivos fiscais e garantia de aquisição e distribuição. Fora isso, a saída é o próprio poder público produzir, que é o que o Brasil faz”, diz. Segundo ele, hoje o Brasil tem consolidada uma indústria de produção de medicamentos dependente de políticas de transferência de tecnologia. “Nós dominamos a técnica de transformar o princípio ativo em um comprimido, em um xarope, mas o Brasil não detém a tecnologia de produção do insumo farmacêutico ativo. Hoje importamos 80% dos insumos que são transformados em medicamentos. Para se ter uma ideia, importamos princípios ativos da China para produzir medicamentos para a malária e tuberculose”, diz.
Segundo Hayne, um dos grandes gargalos existentes para o desenvolvimento de princípios ativos no país é a falta de laboratórios especializados em conduzir ensaios clínicos e testes de toxicidade. “Para desenvolver drogas é preciso partir de um ponto zero, que pode ser um produto de síntese química ou um produto de origem animal ou vegetal, e submeter esse produto aos testes de toxicidade e ensaios clínicos. É aí que se começa a utilizar voluntários humanos para testar a droga. Esse é um ponto de gargalo no Brasil, porque nós temos poucos centros capazes de desenvolver esse tipo de estudo”, explica. O diretor afirma que isso foi uma consequência de políticas neoliberais adotadas por sucessivos governos a partir dos anos 1990. “Nessa época, o Brasil apostou na ideia de que o mercado se regularia, se desenvolveria, o que não foi verdade para nós. Atualmente o Brasil precisa de investimentos tanto em pesquisa quanto na constituição de infraestrutura para pesquisa, com a construção de laboratórios e centros de ensaios clínicos”, aponta.
Perfil epidemiológico: transição incompleta
Nos últimos 50 anos, o Brasil passou por intensas transformações econômicas, sociais, políticas e culturais. A industrialização e a mecanização do campo foram responsáveis por um êxodo rural que mudou radicalmente a maneira como a população se distribui geograficamente, devido a um processo de urbanização acelerado. O crescimento econômico propiciou uma ampliação do acesso da população a serviços básicos de saúde e saneamento básico. Mudaram também os hábitos alimentares, já que as famílias passaram a consumir mais alimentos ricos em gorduras hidrogenadas, açúcares e produtos industrializados. No período, a população passou por um processo de envelhecimento. Os dados foram reunidos no relatório As causas sociais das iniquidades em saúde no Brasil, publicado em 2008 pela Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS).
Tudo isso fez com que houvesse uma mudança no perfil epidemiológico brasileiro. Se, há 50 anos, as principais causas de mortalidade eram as doenças infecciosas, parasitárias, nutricionais e perinatais, atualmente cerca de dois terços dos óbitos ocorridos no país são em decorrência de doenças não-transmissíveis, como câncer, doenças cardiovasculares e crônico-degenerativas. “Mas como tudo no Brasil, as nossas transições sempre são muito desiguais, e fica na ‘rabeira’ o grupo da população mais pobre, que ainda tem doenças que não são vistas nos demais grupos”, diz o coordenador do Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde (Cepi-DSS/Fiocruz), Alberto Pellegrini Filho. “Temos muita superposição de realidades. São necessárias políticas públicas que levem em conta essa complexidade, essa carga dupla de doenças que afetam grupos da população. Por isso o Brasil sem Miséria é interessante, na medida em que o país tem bolsões de população que estão na extrema pobreza e precisam de uma política focalizada”, opina.
Iniquidades
Pellegrini Filho ressalta, entretanto, que atualmente a separação entre doenças “da pobreza” e doenças “da riqueza” já não faz mais sentido. “Hoje, são as populações de menor renda ou de menor escolaridade as que sofrem mais de todos os tipos de doenças. O que temos hoje claramente é que, qualquer que seja a doença, há um escalonamento da sua distribuição na população de acordo com a estratificação social, com maior predominância nas classes de baixa renda. Então, nosso grande problema de saúde é combater essas iniquidades na saúde, que são as diferenças injustas e evitáveis, causadas por determinantes sociais”, explica.
Mitermayer vai pelo mesmo caminho. “Eu prefiro a expressão ‘doenças de populações negligenciadas’, porque assim são incluídas outras doenças que não são consideradas negligenciadas para os ricos, mas são para os pobres, como o câncer e o diabetes, que são enfermidades cujos tratamentos são conhecidos, mas o diagnóstico e o acesso a esses tratamentos são mais difíceis para os mais pobres”, diz ele, que completa: “ Populações negligenciadas são as que moram em situações precárias, sem água potável, sem coleta de lixo, em que o sistema educacional não funciona bem e as informações chegam com dificuldade. Esse é o caso também das populações que moram em torno da Floresta Amazônica”.
Para o professor de saúde coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Gastão Wagner, o compromisso do governo em combater as doenças da extrema da pobreza é válido, mas ele faz ressalvas. “É claro que se houvesse uma estrutura democrática, uma distribuição de renda adequada, não teríamos esse problema. Como não está no horizonte que vamos resolver os grandes problemas urbanos e a distribuição de renda a curto prazo, acho que um programa desse, apesar de não atingir os fatores estruturais, é importante”, aponta. No entanto, para Wagner, a prevalência de doenças como a hanseníase ainda hoje entre os brasileiros revela falhas na rede pública de saúde, que precisam ser remediadas.
“Isso mostra uma insuficiência do SUS, particularmente da atenção básica, principalmente nas áreas onde a incidência de hanseníase e tuberculose é alta. Isso revela que nossa atenção básica tem baixa cobertura e qualidade ruim. Há uma determinação que é social, mas exige uma ação do SUS também. Tem que combinar ações do setor saúde com ações de caráter cultural, social e habitacional”, analisa o professor. Ele defende o que chama de “pacto pela consolidação” do SUS. “Cada governo estadual ou nacional escolhe algumas prioridades porque não tem recurso para implantar o SUS como um todo. O Ministério da Saúde, os estados e os municípios precisam lutar para dobrar os recursos da saúde pública. Hoje são 3,5% do PIB, mas precisamos de 7% para trabalhar decentemente, para ter carreiras, estender a atenção básica, integrar os hospitais à rede do SUS. É preciso cobrar do governo um pacto pelo SUS, pela integralidade, pela rede regional, não apenas programas focais”, critica.
Ele aponta ainda que o problema é que muitas vezes a luta pelo fortalecimento do setor se interpõe aos interesses do capital. “A saúde pública, quando funciona bem, põe um limite à lucratividade do capital, seja na indústria do alimento, na indústria automobilística, na regulamentação do espaço urbano. Então não é uma harmonia completa: pelo contrário, é conflito com o mercado, com o interesse de produção, com políticas econômicas hegemônicas. Mas como os lobbies empresariais têm mais força do que o lobby sanitarista, em geral a lógica de mercado tem prevalecido”, explica.
Secretaria de Saúde de SP pede doação de leite materno

A Secretaria de Saúde de São Paulo pede às mulheres de todo o Estado que estejam amamentando que façam a doação de leite materno neste mês de julho. As baixas temperaturas e, principalmente, o período de férias escolares fazem com que haja queda de até 50% no volume de leite dos bancos, que é usado para alimentar os bebês prematuros ou doentes, que estão internados e precisam ganhar peso.
A secretaria destaca que, comprovadamente, as mulheres que amamentam e doam o leite evitam o empedramento das mamas e têm recuperação da forma física mais rápida. As mulheres que puderem colaborar podem entrar em contato com o banco de leite mais próximo de sua residência para pedir orientação sobre a forma correta de coleta e armazenamento. A lista das unidades está disponível no portal www.redeblh.fiocruz.br.
Fonte: Agência do Estado
Novo exame aumenta precisão de diagnóstico de meningite bacteriana
Exame conhecido como PCR em tempo real é mais sensível e aumentou em 85% o número de diagnósticos da doença.
A tecnologia – conhecida como PCR em tempo real – possui uma enorme sensibilidade. Na amostra de liquor da medula espinhal, bastam oito ou dez bactérias, que podem estar mortas, para que o resultado do exame dê positivo. Os pesquisadores compararam o desempenho da estratégia ao tradicional método de cultura da bactéria em laboratório para posterior identificação com processos bioquímicos.
Segundo o trabalho, com a adoção do novo exame, houve um aumento de 85% no número de diagnósticos de meningite causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Para a bactéria Streptococcus pneumoniae, o aumento foi de 52%. Elas são responsáveis, respectivamente, por 63% e 33% dos casos de meningite bacteriana em São Paulo. A melhora de diagnósticos para Haemophilus influenzae foi mais discreta, porém também significativa: 20%.
A razão para uma diferença tão grande entre os dois métodos está no consumo de antibióticos, afirma Claudio Sacchi, coautor do estudo e pesquisador do Instituto Adolfo Lutz (IAL), órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde. Muitas vezes, quando o liquor é colhido para exame, a pessoa já tomou antibióticos com ação bactericida (que mata as bactérias) ou bacteriostática (que impede sua reprodução). “Os microrganismos não estão mais aptos para serem cultivados em laboratório”, explica Sacchi. Desta forma, muitos exames dão um falso resultado negativo.
Outra vantagem do PCR em tempo real é a rapidez. Depois de três horas de processamento, sai o resultado. O método da cultura em laboratório pode levar até 48 horas para oferecer um diagnóstico. Participaram do estudo nove hospitais paulistanos e três de Campinas (SP). As amostras coletadas de casos suspeitos da doença eram enviadas ao IAL, em São Paulo, ou para a sede regional do órgão em Campinas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Modelo integral de atendimento aumenta detecção do câncer de mama
São Paulo – Levantamento da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo realizado no hospital Pérola Byington aponta que o número de casos de lesões de mama identificados no estágio “pré câncer” quase triplicou nos últimos seis anos. Ao mesmo tempo, a identificação da doença em estágios avançados diminuiu.
Foram avaliados 3,8 mil atendimentos realizados no hospital entre 2005 e os cinco primeiros meses de 2011. Há seis anos, a identificação do estágio conhecido por “pré câncer” era de apenas 7% do total de mulheres examinadas. Neste ano, subiu para 18%. Houve aumento, ainda, de 18% para 22% do total de casos de câncer identificados no estágio I, quando as chances de cura são de 80%.
Entre as razões para o aumento da detecção do estágio que antecede a doença está o fato de o hospital ter implantado, em 2006, um modelo de atendimento completo e integral às pacientes que procuram a unidade, que funciona como um “pronto-socorro” das mamas. Após o resultado da mamografia, se houver alterações, as pacientes são encaminhadas no mesmo dia para outros exames complementares, como biópsia, para conclusão do diagnóstico. Casos de câncer identificados em estágio avançado seguem para cirurgia ou tratamento quimio ou radioterápico no mesmo mês em que foram diagnosticados.
O levantamento também apontou que a identificação do estágio III da doença, quando apenas 30% dos casos são considerados curáveis, diminuiu no período analisado. Em 2005, 25% dos casos eram descobertos já com a doença avançada. Neste ano o índice caiu para 16%.
O número de mamografias realizadas em todo o Estado têm aumentado. Em 2010, o total de exames realizados foi 30% superior em relação a 2008. Somente no hospital Pérola Byington são cerca de 3 mil mamografias mensais. Para agendar o exame é necessário um encaminhamento do médico especialista.
Foram avaliados 3,8 mil atendimentos realizados no hospital entre 2005 e os cinco primeiros meses de 2011. Há seis anos, a identificação do estágio conhecido por “pré câncer” era de apenas 7% do total de mulheres examinadas. Neste ano, subiu para 18%. Houve aumento, ainda, de 18% para 22% do total de casos de câncer identificados no estágio I, quando as chances de cura são de 80%.
Entre as razões para o aumento da detecção do estágio que antecede a doença está o fato de o hospital ter implantado, em 2006, um modelo de atendimento completo e integral às pacientes que procuram a unidade, que funciona como um “pronto-socorro” das mamas. Após o resultado da mamografia, se houver alterações, as pacientes são encaminhadas no mesmo dia para outros exames complementares, como biópsia, para conclusão do diagnóstico. Casos de câncer identificados em estágio avançado seguem para cirurgia ou tratamento quimio ou radioterápico no mesmo mês em que foram diagnosticados.
O levantamento também apontou que a identificação do estágio III da doença, quando apenas 30% dos casos são considerados curáveis, diminuiu no período analisado. Em 2005, 25% dos casos eram descobertos já com a doença avançada. Neste ano o índice caiu para 16%.
O número de mamografias realizadas em todo o Estado têm aumentado. Em 2010, o total de exames realizados foi 30% superior em relação a 2008. Somente no hospital Pérola Byington são cerca de 3 mil mamografias mensais. Para agendar o exame é necessário um encaminhamento do médico especialista.
Receptores de nicotina afetam comportamento social
A ativação de receptores de nicotina localizados na região pré-frontal do cérebro de ratos pode afetar a forma como decisões são tomadas, estabelecendo prioridades entre motivações competidoras.
Os pesquisadores que fizeram a descoberta acreditam também que esses receptores são importantes para as interações sociais e a habilidade de escolha entre opções conflitantes. Em ratos, os receptores de nicotina localizados nessa área do cérebro são essenciais para que ocorram interações sociais adaptadas e balanceadas entre os animais.
O estudo foi desenvolvido na França, na Universite Paris Sud XI and CNRS UMR 8620.
De acordo com a pesquisadora Sylvie Granon, “um dos objetivos principais (da pesquisa) seria entender e ajudar pessoas a fazerem boas decisões para si mesmas – e para outros – e manter, na idade avançada, essas habilidades no domínio público tanto quanto em outros aspectos das nossas vidas”.
As descobertas encontradas no estudo podem, no futuro, levar a novos tratamentos para distúrbio de déficit de atenção, esquizofrenia, depressão e outras doenças.
Jovens atletas que dormem mais apresentam melhor desempenho
O tempo médio dormido por noite durante o estudo foi estendido em 110,9 minutos. Os índices de performance atlética específica para o basquete foram medidos após cada treino a fim de avaliar as mudanças no desempenho.
O tempo gasto em corrida de 282 metros foi reduzido de 16,2 para 15,5 segundos após mais horas de sono e a precisão de tiro aumentou em 9% em lances livres e de três pontos. Os participantes ainda relataram sentir melhoras na saúde física e bem-estar mental durante os treinos e jogos.
“Após várias semanas de extensão sono, atletas de elite demonstraram melhorias em indicadores específicos do desempenho atlético no basquete, incluindo as maiores porcentagens de tiro e maior agilidade,” diz Cheri D. Mah, pesquisador na Clínica de Distúrbios do Sono de Stanford e do Laboratório de Pesquisa em Stanford, nos Estados Unidos. “Os participantes também demonstraram menor tempo de reação, diminuição dos níveis de sonolência diurna, e as melhorias de humor”, completa.
Entidade lista 5 dicas para evitar intoxicação de crianças em casa
Um conjunto de organizações de saúde canadenses divulgou uma lista com cinco dicas para que pais evitem a contaminação de crianças por substâncias tóxicas em casa.Elas são: evitar o acúmulo de poeira, optar por produtos de limpeza sem perfume e menos tóxicos, tomar cuidado durante reformas, evitar certos tipos de plásticos e, na alimentação, evitar certos tipos de peixe que absorvem grandes quantidades de mercúrio.
A campanha de conscientização a respeito dos efeitos da poluição ambiental sobre o cérebro em desenvolvimento foi financiada pelo governo do Canadá e inicialmente se dirige à população do país, mas se aplica na prática a pais e futuros pais em qualquer parte do mundo.
'Se os pais adotarem práticas simples nessas cinco áreas, podem reduzir significativamente a exposição dos seus filhos a substâncias tóxicas e até economizar dinheiro', disse Erica Phipps, diretora da Canadian Partnership for Children's Health and Environment (Parceria Canadense para o Ambiente e a Saúde da Criança, CPCHE).
PoeiraAspirar o pó ou passar pano úmido com frequência para eliminar poeira é a primeira recomendação dos especialistas.
'A poeira em casa é uma grande fonte na exposição de crianças a substâncias tóxicas, incluindo o chumbo, que mesmo em níveis baixos, é conhecido por prejudicar o desenvolvimento do cérebro', disse Bruce Lanphear, especialista em saúde ambiental infantil e consultor do CPCHE.
'O cérebro em desenvolvimento de um feto ou de uma criança é particularmente sensível aos efeitos neurotóxicos do chumbo, mercúrio e outras substâncias tóxicas', explicou Lanphear. 'Uma criança absorve 50% do chumbo ingerido, enquanto um adulto absorve 10%'.
Segundo o especialista, a criança tende a colocar a mão na boca com frequência, o que aumenta ainda mais os riscos de que ela absorva essas substâncias tóxicas.
Produtos de Limpeza
Os pais podem reduzir o grau de exposição da família a produtos químicos tóxicos e economizar dinheiro ao optar por produtos de limpeza mais ecológicos.Evitar o uso de purificadores de ar e optar por sabão sem perfume para lavar roupa pode reduzir a exposição das crianças a substâncias químicas usadas na fabricação de fragrâncias - associadas, em estudos, a distúrbios nas funções hormonais.
Reforçando recomendações feitas por entidades médicas, entre elas a Canadian Medical Association, os especialistas também desaconselharam o uso de sabão antibactericida.
Cuidados em Reformas
Quando houver reformas em casa, mulheres grávidas e crianças devem ficar longe das áreas afetadas pela obra. Isso evita sua exposição à poeira resultante da reforma - contaminada por substâncias tóxicas - e aos gases tóxicos liberados por tintas, cola e outros produtos.
Áreas não afetadas pela reforma devem ser cuidadosamente isoladas com o uso de plásticos. E a poeira deve ser aspirada durante e após a obra.
Cuidados com Plásticos
Certos plásticos devem ser evitados, especialmente quando se serve ou guarda alimentos. Os especialistas canadenses advertem os pais contra o uso de vasilhas de plástico ou de embalagens plásticas no micro-ondas, mesmo quando a etiqueta diz que o produto é seguro para uso no micro-ondas.
Produtos químicos presentes no plástico podem contaminar o alimento ou a bebida - eles explicam.
Comer alimentos frescos ou congelados sempre que possível reduz a exposição ao Bisfenol A, presente na maioria das embalagens de comida e bebida. O produto está associado a uma ampla gama de problemas de saúde, entre eles, problemas de desenvolvimento no cérebro e disfunções endócrinas.
Os especialistas também alertam contra produtos feitos de PVC, também conhecido como vinil. Ele contém um tipo de substância química chamada ftalato, que está associada a diversos problemas de saúde.
Ftalatos podem ser encontrados em cortinas de banheiro, babadores e até capas de chuva.
Os especialistas aconselham que os pais joguem fora brinquedos e mordedores feitos com este tipo de plástico.
Peixe Seguro
Para reduzir a exposição das crianças ao mercúrio, um metal que é tóxico para o cérebro, os especialistas aconselham que sejam escolhidas variedades de peixe que absorvem menos mercúrio, como cavala do Atlântico, truta, arenque, salmão selvagem ou em lata e tilápia.
Se for servir atum, procure as variedades 'leves', que absorvem menos mercúrio do que a variedade albacore (atum branco).
domingo, 3 de julho de 2011
Pais influenciam comportamento sexual das filhas
Bons pais exercem grande influência para que suas filhas não tenham comportamento sexual de risco, aponta estudo
Decisões sexuais da menina são influenciadas pelo pai, afirmam pesquisadores
“Quando se trata de garotas e suas decisões sexuais, a influência paterna realmente é importante”, afirma o escritor Bruce J. Ellis, da Universidade do Arizona, em uma publicação universitária. Ellis e outros pesquisadores analisaram 59 pares de irmãs em famílias onde os pais se separaram e o pai foi embora de casa e 42 pares de irmãs de famílias onde os pais continuavam juntos.
Sexo sem camisinha
Os pesquisadores descobriram que meninas viveram em ambiente com pais com boas habilidades paternas eram menos propensas a desenvolver um comportamento sexual arriscado. Enquanto que as meninas que viveram com pais com pouca habilidade, mostravam um comportamento sexual mais arriscado. “Descobrimos que não importava o quanto cada filha tinha vivido ao lado do pai, e sim o que o pai fazia enquanto estava presente”, afirma Ellis.
O estudo observou ainda que no caso das irmãs de pais divorciados, a mais velha passava uma média de sete anos a mais vivendo com o pai do que a irmã mais nova.
Comportamento sexual de risco inclui fazer sexo sem camisinha, ter vários parceiros sexuais, fazer sexo enquanto estava alcoolizada ou drogada e ficar grávida antes dos 19 anos.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Confiança: fator decisivo para profissionais e organizações
Pensador de ciências políticas e econômicas afirma que confiança é um componente do capital social que chega a ser mais importante que o capital financeiro da empresa.Quando comecei a tratar de forma mais específica o tema confiança, muita gente ficou surpresa acreditando que esse era um tema sério, complexo e polêmico demais para ser discutido por uma profissional reconhecida como irreverente e expert em automotivação, felicidade e sucesso. A grande dificuldade para algumas pessoas é entender que o alicerce para os temas que eu desenvolvo é justamente a confiança. Afinal, quais são os atributos que nos remete a uma pessoa automotivada, feliz e bem-sucedida? Autoconhecimento, o reconhecimento de seus próprios talentos e a utilização deles para realizar seus sonhos e cumprir o seu propósito de vida, são apenas alguns deles, certo? Isso seria possível se ela não confiasse em si mesma.
Vivemos em um mundo competitivo, repleto de tensões, no qual tudo muda rapidamente e ninguém sabe o que nos reserva o futuro. Nesse contexto, a maioria das pessoas considera impossível confiar uma nas outras, no amanhã, no mercado, nos projetos ou no governo. Tudo isso nos faz viver em permanente estado de alerta e adotar atitudes defensivas para não ser prejudicado nem passado para trás pela concorrência. A falta de confiança se estende a colega de trabalho, governos, instituições, projetos, empresas e mudanças. Enfim, qualquer coisa que possa representar algum tipo de ameaça à nossa estabilidade ou segurança. Assim, fazemos da desconfiança a muralha que nos separa dos perigos do mundo exterior.
Surge, então, um panorama contraditório. Enquanto a desconfiança nos aconselha a ficar nos limites do conhecido, a evitar riscos e a nos fechar para os outros, o mundo de hoje – especialmente no que diz respeito à carreira profissional – requer abertura para o desconhecido, coragem para arriscar e integração com as pessoas. O perfil de profissional que as empresas desejam contratar inclui iniciativa, flexibilidade, bom relacionamento e capacidade empreendedora. Essas características são de pessoas confiantes ou desconfiadas? Por outro lado, as empresas em geral também não confiam nem inspiram confiança.
A confiança é fator decisivo no desempenho de profissionais e organizações no mundo globalizado. Falta de confiança compromete o sucesso de qualquer pessoa ou empresa. No âmbito pessoal, retrai e isola as pessoas, impedindo que experimentem e arrisquem, restringe sua expansão. Segundo o pensador de ciências políticas e econômicas, o americano Francis Fukuyama, “confiança é um componente do capital social que chega a ser mais importante que o capital financeiro da empresa”.
No mundo corporativo vem se tornando uma necessidade emergente a implantação da Gestão por Confiança (GpC). Criado pelo professor José María Gasalla esse modelo de gestão visa à criação de relações de confiança entre as pessoas nas empresas, com benefícios para a produtividade, a inovação, a competitividade e a sustentabilidade da organização. Ele é sustentado pelas atitudes, competência, transparência, compromisso, cumprimento, consistência, coerência e cumplicidade, que surgem em resposta aos desafios do mundo moderno. Ante esse cenário, confiar é o oposto daquilo que o senso comum nos aconselha a fazer – é nadar contra a corrente. E, por incrível pareça, é justamente nadando contra a corrente que podemos chegar mais rápido e com menos esforço aos nossos objetivos. Em um mundo onde reina a desconfiança, quem confia se diferencia!
Vacinação HPV - Parte II
Vacina gratuita contra HPV pode ser garantida a mulheres dos 9 aos 45 anos
Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina para imunização contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.
O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). A matéria seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. . Portanto, se aprovado, poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.
Vanessa Grazziotin observa no projeto que o câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirma que são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.
No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.
Vacina contra HPV para adultas - Parte I
Dose é disponível só para adolescentes. Anvisa estuda estender público alvo
As mulheres entre 26 e 40 anos podem ganhar um importante aliado no combate ao HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, líder em infecção e principal responsável pelo câncer de colo de útero.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para este grupo etário. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.
O pedido de ampliação de público foi feito pelo produtor da vacina, o laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD). Segundo responsáveis pela empresa, estudos atestaram que a mesma dosagem da vacina contra o HPV aplicada em adolescentes e jovens é eficaz na mulher adulta.No total, 12 países já estão aplicando as doses nas mais velhas, entre eles Chile, Canadá e Austrália.
“Um dossiê foi encaminhado à Anvisa informando sobre a segurança de aplicação em mulheres mais velhas”, afirmou o ginecologista Nelson Vespa, responsável da MSD no Brasil pelas pesquisas com a vacina.
O especialista explica que o dossiê foi baseado nos resultados de um estudo internacional feito com 3.819 mulheres entre 24 e 45 anos, com duração de quatro anos. Ele mostrou que, também neste público, a vacina é eficaz para prevenir: a infecção persistente, as lesões de baixo grau, as lesões pré-cancerígenas de alto risco para o colo do útero, a vagina e a vulva, além de lesões genitais externas e verrugas genitais. Se a mulher nunca teve contato com nenhum tipo de vírus do HPV – são mais de 100 existentes – a eficácia de proteção é de 91%. “Atestamos também que, caso a paciente já tenha sido contaminada, a vacina auxilia em prevenir a evolução da doença”, afirma Vespa.
Além da MSD, o laboratório GSK produz uma outra vacina contra o HPV de eficácia já confirmada pelas autoridades sanitárias. Esta imunização também só está disponível na rede particular de saúde e para pessoas do sexo feminino entre 10 e 25 anos.
A Anvisa informou que já analisou o pedido de extensão etária para aplicação da vacina feito pela Merck. A Agência solicitou mais informações ao fabricante. A expectativa é que a aprovação – ou não – saia ainda este ano.
Uma coleção de casos
A infecção pelo HPV é uma doença transmitida pelo sexo sem proteção, que pode afetar homens e mulheres e, se não tratada, pode evoluir para o câncer de colo de útero. Na maior parte dos casos não há sintomas. Quando ocorrem, eles são caracterizados por verrugas ou manchas brancas na área genital. O exame principal para a detecção da doença nas mulheres é o papanicolaou.
Apesar de não existir um levantamento consolidado dos casos do chamado papiloma-vírus humano (nome científico do HPV) no País, os médicos estimam que a doença já afetou – ou vai afetar – 75% da população sexualmente ativa do País. Um estudo recém publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avaliou os 56.803 casos de DSTs notificados entre janeiro de 2007 e junho de 2009 e constatou que uma em cada três registros era relacionado ao HPV (32,6%).
As projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também reforçam a perigosa disseminação do papiloma-vírus humano. Até o final deste ano, o Brasil vai acumular 18.430 novos casos de câncer de cólo de útero. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata a população feminina, atrás apenas da neoplasia de mamas.
Vacinas na rede pública
A perigosa disseminação de casos de HPV fez com que um grupo de especialistas de reunisse para estudar a implantação da vacina no calendário público de imunização. No ano passado, por meio de verba repassada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisa em HPV.
Uma das missões da entidade é mapear a prevalência da doença entre os brasileiros e brasileiras e traçar estratégias para garantir as doses gratuitas. “Essa é uma meta muito importante para o Instituto do HPV, mas que ainda não foi abordada na prática. Nos próximos meses, esperamos determinar ações para disparar projetos que discutam a implantação das vacinas profiláticas contra o HPV na rede pública”, afirma a médica Luisa Lina Villa, diretora do Instituto e também pesquisadora do Instituto Internacional Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.
O Ministério da Saúde, o Inca e representantes dos departamentos de imunização de todo País também formaram uma câmara técnica para discutir a adoção da vacina na rede pública. O último posicionamento, afirmou o Inca, reconheceu a importância da vacinação gratuita – em especial para o público adolescente – mas alega que primeiro é preciso ter noção mais clara sobre a incidência do vírus HPV no Brasil.
Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.
“A introdução da vacina na rede pública significaria um impacto de R$1,857 bilhão, apenas para cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos. Como comparação, ressalta-se que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é de R$ 750 milhões/ano”, afirma o grupo em documento.
Enquanto a vacina não entra no calendário público, ela pode ser adquirida na rede privada. Apesar disso os especialistas ressaltam que a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Veja algumas clínicas privadas que oferecem a vacina*
São Paulo (São Paulo)
Clinivac Imunizações
Tel.: (11) 3845-1655
Preço: R$ 380 a dose
IMUNE Vacinações
Tel.: (11) 5051-5259
Preço: R$ 380 a dose
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Kinder Clínica
Tel.: (21) 2521-5777
Preço: R$ 390 a dose
Espírito Santo (Vitória)Centro de Vacinação da Praia
Tel.: (27) 3235-9090
Preço: R$ 380 a dose
Minas Gerais (Belo Horizonte)Instituto H. Pardini
Tel.: (31) 3228-6200
Preço: R$ 380 a dose
Rio Grande do Sul (Porto Alegre)Hospital Moinhos de Vento
Tel.: (51) 3314-3434
Preço: R$ 475 a dose
Santa Catarina (Joinville)Clínica Bambini
Tel.: (47) 3423-2000
Preço: R$ 380 a dose
Pará (Belém)CLIMEP
Tel.: (91) 3181-1644
Preço: R$ 1.077 as três doses
Bahia (Salvador)Clínica Seimi
Tel.: (71) 3352-8233
Preço: R$ 399 a dose
Paraíba (João Pessoa)Alergomed
Tel.: (83) 3222-7790
Preço: R$ 390 a dose
O pedido de ampliação de público foi feito pelo produtor da vacina, o laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD). Segundo responsáveis pela empresa, estudos atestaram que a mesma dosagem da vacina contra o HPV aplicada em adolescentes e jovens é eficaz na mulher adulta.No total, 12 países já estão aplicando as doses nas mais velhas, entre eles Chile, Canadá e Austrália.
“Um dossiê foi encaminhado à Anvisa informando sobre a segurança de aplicação em mulheres mais velhas”, afirmou o ginecologista Nelson Vespa, responsável da MSD no Brasil pelas pesquisas com a vacina.
O especialista explica que o dossiê foi baseado nos resultados de um estudo internacional feito com 3.819 mulheres entre 24 e 45 anos, com duração de quatro anos. Ele mostrou que, também neste público, a vacina é eficaz para prevenir: a infecção persistente, as lesões de baixo grau, as lesões pré-cancerígenas de alto risco para o colo do útero, a vagina e a vulva, além de lesões genitais externas e verrugas genitais. Se a mulher nunca teve contato com nenhum tipo de vírus do HPV – são mais de 100 existentes – a eficácia de proteção é de 91%. “Atestamos também que, caso a paciente já tenha sido contaminada, a vacina auxilia em prevenir a evolução da doença”, afirma Vespa.
Além da MSD, o laboratório GSK produz uma outra vacina contra o HPV de eficácia já confirmada pelas autoridades sanitárias. Esta imunização também só está disponível na rede particular de saúde e para pessoas do sexo feminino entre 10 e 25 anos.
A Anvisa informou que já analisou o pedido de extensão etária para aplicação da vacina feito pela Merck. A Agência solicitou mais informações ao fabricante. A expectativa é que a aprovação – ou não – saia ainda este ano.
Uma coleção de casos
A infecção pelo HPV é uma doença transmitida pelo sexo sem proteção, que pode afetar homens e mulheres e, se não tratada, pode evoluir para o câncer de colo de útero. Na maior parte dos casos não há sintomas. Quando ocorrem, eles são caracterizados por verrugas ou manchas brancas na área genital. O exame principal para a detecção da doença nas mulheres é o papanicolaou.
Apesar de não existir um levantamento consolidado dos casos do chamado papiloma-vírus humano (nome científico do HPV) no País, os médicos estimam que a doença já afetou – ou vai afetar – 75% da população sexualmente ativa do País. Um estudo recém publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avaliou os 56.803 casos de DSTs notificados entre janeiro de 2007 e junho de 2009 e constatou que uma em cada três registros era relacionado ao HPV (32,6%).
As projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também reforçam a perigosa disseminação do papiloma-vírus humano. Até o final deste ano, o Brasil vai acumular 18.430 novos casos de câncer de cólo de útero. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata a população feminina, atrás apenas da neoplasia de mamas.
Vacinas na rede pública
A perigosa disseminação de casos de HPV fez com que um grupo de especialistas de reunisse para estudar a implantação da vacina no calendário público de imunização. No ano passado, por meio de verba repassada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisa em HPV.
Uma das missões da entidade é mapear a prevalência da doença entre os brasileiros e brasileiras e traçar estratégias para garantir as doses gratuitas. “Essa é uma meta muito importante para o Instituto do HPV, mas que ainda não foi abordada na prática. Nos próximos meses, esperamos determinar ações para disparar projetos que discutam a implantação das vacinas profiláticas contra o HPV na rede pública”, afirma a médica Luisa Lina Villa, diretora do Instituto e também pesquisadora do Instituto Internacional Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.
O Ministério da Saúde, o Inca e representantes dos departamentos de imunização de todo País também formaram uma câmara técnica para discutir a adoção da vacina na rede pública. O último posicionamento, afirmou o Inca, reconheceu a importância da vacinação gratuita – em especial para o público adolescente – mas alega que primeiro é preciso ter noção mais clara sobre a incidência do vírus HPV no Brasil.
Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.
“A introdução da vacina na rede pública significaria um impacto de R$1,857 bilhão, apenas para cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos. Como comparação, ressalta-se que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é de R$ 750 milhões/ano”, afirma o grupo em documento.
Enquanto a vacina não entra no calendário público, ela pode ser adquirida na rede privada. Apesar disso os especialistas ressaltam que a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Veja algumas clínicas privadas que oferecem a vacina*
São Paulo (São Paulo)
Clinivac Imunizações
Tel.: (11) 3845-1655
Preço: R$ 380 a dose
IMUNE Vacinações
Tel.: (11) 5051-5259
Preço: R$ 380 a dose
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Kinder Clínica
Tel.: (21) 2521-5777
Preço: R$ 390 a dose
Espírito Santo (Vitória)Centro de Vacinação da Praia
Tel.: (27) 3235-9090
Preço: R$ 380 a dose
Minas Gerais (Belo Horizonte)Instituto H. Pardini
Tel.: (31) 3228-6200
Preço: R$ 380 a dose
Rio Grande do Sul (Porto Alegre)Hospital Moinhos de Vento
Tel.: (51) 3314-3434
Preço: R$ 475 a dose
Santa Catarina (Joinville)Clínica Bambini
Tel.: (47) 3423-2000
Preço: R$ 380 a dose
Pará (Belém)CLIMEP
Tel.: (91) 3181-1644
Preço: R$ 1.077 as três doses
Bahia (Salvador)Clínica Seimi
Tel.: (71) 3352-8233
Preço: R$ 399 a dose
Paraíba (João Pessoa)Alergomed
Tel.: (83) 3222-7790
Preço: R$ 390 a dose
É lamentável , mas infelizmente é verdade...
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo,
Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito..
Silvino Geremia
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo,
Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito..
Silvino Geremia
A cultura de um povo é sua imagem no mundo
Nos recentes terremoto e tsunami que atingiram a costa nordeste do Japão em 11/03/2011:
1 - A CALMA
Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que havia perdido tudo. A tristeza por si só já bastava.
2 - A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
3 - A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas a maioria não caiu.
4 - A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.
5 - A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.
6 - O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados já que inevitavelmente irão morrer de câncer?
7 - A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
8 - O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
9 - A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.
10 - A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
NENHUM ARRASTÃO PARA ROUBAR O COMÉRCIO.
NENHUM ARRASTÃO PARA ROUBAR O COMÉRCIO.
A passagem do tempo para esse povo é uma conquista e não uma perda.
Aprender a viver dignamente é uma das coisas que não dá para deixar para depois.
Será coincidência este comportamento num povo que valoriza o papel do Professor / Mestre na sociedade?
É claro que não
A importância de cuidar dos dentes em diferentes etapas da vida
Os dentes não se mantêm iguais ao longo do tempo. Cada fase da vida exige cuidados específicos. Saiba quais são.
Crianças, adolescentes, adultas, grávidas e idosos têm necessidades diferentes. Descubra os cuidados que são mais adequados ao seu perfil.
A melhor maneira dos adolescentes manterem um sorriso bonito e dentes saudáveis é preservarem os bons hábitos orais iniciados durante a infância. Assim, é importante que:
Ortodontia: muitas crianças e adolescentes precisam de tratamento ortodôntico para corrigir o apinhamento dentário, dentes mal posicionados ou um mau alinhamento dos maxilares.
Os dentes que não estão posicionados correctamente são mais difíceis de escovar, têm mais probabilidades de serem afectados por lesões de cárie e perdidos precocemente, bem como podem causar distúrbios devido a uma maior sobrecarga sobre os músculos mastigadores.
Para a avaliação das necessidades de tratamento ortodôntico deverá o adolescente recorrer a consulta especializada de medicina dentária e, perante um conjunto de exames clínicos e fotográficos, será possível determinar se esse jovem precisa de aparelho ortodôntico e que tipo de tratamento será o mais adequado.
Protectores orais: se pratica desporto, os protectores orais são imprescindíveis para proteger o seu sorriso. Estes dispositivos devem cobrir os dentes e estão indicados para protegê-los contra os traumatismos, cortes laterais e outros danos na boca.
Estes dispositivos devem ser confeccionados em função do formato da boca, o que obriga a realização de moldes durante consulta dentária.
Nutrição: desempenha um papel importante na sua saúde oral. Os açúcares e os hidratos de carbono existentes em muitos alimentos e bebidas suportam a formação da placa bacteriana que destrói o esmalte dos dentes. Limite a quantidade de alimentos e bebidas que contêm açúcares e hidratos de carbono, porque os seus dentes são atacados por ácidos por eles formados.
Fazer uma dieta que contenha os cinco grupos alimentares, distribuídos equilibradamente, pode trazer uma grande diferença à sua saúde oral. Para as pequenas refeições ou lanches, escolha alimentos nutritivos como queijo, vegetais crus, iogurte natural, leite ou fruta.
Disfunções na alimentação: bulimia (vómito depois de ingerir comida) e anorexia (um medo desordenado de ganhar peso, frequentemente resultando no vómito) são desordens muito sérias que afectam directamente os dentes por erosão do esmalte dentário, pelo facto de o vómito ter um conteúdo ácido.
O seu médico dentista pode corrigir um esmalte dentário deteriorado, mas deve tratar estas desordens na alimentação mediante apoio psicológico sobre a preservação da imagem e autocontrolo. Se acha que tem, ou pode vir a ter, alguma disfunção alimentar, fale com o seu médico.
Fumar: se não fuma, não comece. Juntamente com outros problemas de saúde, o tabaco mancha os dentes e gengivas. Fumar, a longo prazo, aumenta o risco de desenvolvimento de cancro oral e de doenças gengivais.
Se fuma, deve ter particular atenção ao estado da sua boca, dentes e lábios. Submeta-se regularmente a consulta de medicina dentária e obtenha informação sobre a detecção de algum problema oral.
O que fazer para manter os dentes brilhantes?
As destartarizações realizadas pelo dentista ou higienista conseguem remover a maior parte da pigmentação ou das manchas externas causadas pelos alimentos e pelo tabaco. O uso de uma pasta dentífrica branqueadora pode, também, ajudar a remover estas manchas entre as visitas ao profissional de saúde oral. Contudo, como contém abrasivos, quando usadas continuamente, podem danificar os dentes. A pigmentação interna pode ser tratada através de técnicas de branqueamento, de restaurações estéticas ou através de prótese fixa (coroas ou facetas).
Qualquer um destes tratamentos é seguro e eficaz, mas é o seu dentista quem lhe vai recomendar qual o mais apropriado para si, tendo em conta o estado dos seus dentes e os resultados que deseja obter.
A chave para manter um sorriso brilhante e saudável ao longo da vida adulta é praticar uma correcta higiene oral. Ao longo da sua vida adulta, é importante continuar a:
Quais os principais cuidados a ter com os dentes na fase adulta da vida?
Mesmo que escove e use o fio dentário regularmente, pode ter de enfrentar alguns distúrbios relacionados com o estado da sua saúde oral durante a idade adulta. Felizmente, o profissional de saúde oral pode ajudá-lo a enfrentar estes desafios com bastante sucesso. Lembre-se de aspectos tão importantes como:
Além de afectar grandemente o seu bem-estar geral, uma alimentação correcta é necessária para ter dentes e gengivas saudáveis. Fazer uma alimentação equilibrada oferece aos tecidos dos seus dentes e gengivas os nutrientes e minerais mais importantes que eles precisam para se manterem fortes e resistentes a infecções que podem contribuir para a doença gengival. Além disso, os alimentos mais duros e fibrosos, como as frutas e os vegetais, ajudam a manter as suas gengivas e os dentes limpos, porque durante a mastigação promovem uma acção de auto-limpeza, não substituindo, no entanto, a escovagem dentária após as principais refeições.
Por outro lado, os alimentos moles e muito adesivos tendem a manter-se nas fissuras e entre os dentes, promovendo a acumulação de placa bacteriana.
Estudos recentes associam uma ligação entre as doenças gengivais e os partos prematuros e o nascimento de crianças com baixo peso (<2.500 g).
Assim, as mulheres, antes de planearem engravidar, devem ter uma consulta de medicina dentária para avaliarem o seu estado de saúde oral e submeterem-se a tratamentos (quando necessários). Deste modo poder-se-á evitar que grávidas com doença gengival corram o risco do seu bebé nascer mais cedo e mais pequeno.
São necessárias ainda mais pesquisas para confirmar de que forma a doença gengival afecta a gravidez, mas, aparentemente, desencadeia o aumento dos níveis e fluidos biológicos que induzem o parto.
O conceito muito difundido que durante a formação dos ossos do bebé é retirado o cálcio dos dentes da mãe está profundamente errado. No entanto, algumas lesões de cárie que surgem durante e após a gravidez estão relacionadas com lesões de cárie que não foram detectadas e tratadas precocemente, bem como alterações hormonais que podem induzir alterações do metabolismo e da acção da saliva sobre a boca e dentes.
Por tudo isto, o melhor conselho para uma mulher que pensa engravidar é visitar o profissional de saúde oral para uma consulta de rotina e tratar qualquer problema oral antes de ficar grávida.
A gravidez tem efeitos na saúde oral?
As alterações fisiológicas que normalmente ocorrem durante a gravidez, nomeadamente as provocadas por alterações hormonais, podem desencadear alterações na saúde oral das grávidas, que na sua maioria regridem após o parto.
Que problemas orais podem desenvolver-se durante a gravidez?
Estudos recentes mostram que muitas grávidas apresentam epúlide gravídica ou tumor gravídico. Quando a placa bacteriana se acumula nos dentes e gengivas surge um tumor, com compromisso estético e que frequentemente sangra durante a mastigação e escovagem.
Maioritariamente este tipo de tumor desaparece após o parto, não havendo necessidade de recorrer a cirurgia. Noutras vezes será necessário recorrer a cirurgia, durante a gravidez, para remoção desse tecido. Pode acontecer que este tipo de lesões volte a surgir no mesmo local após a sua remoção cirúrgica.
A gengivite gravídica ocorre mais frequentemente durante a gravidez, devido a alterações hormonais que desencadeiam a reacção das gengivas aos produtos inflamatórios da placa bacteriana. Contudo, é a placa bacteriana (e não as hormonas) a principal causa da gengivite.
Manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, vai ajudar a reduzir drasticamente - ou mesmo a prevenir - a gengivite durante a gravidez. Substituir os doces por alimentos mais nutritivos, como o queijo, os frutos ou vegetais frescos, será também melhor para os seus dentes.
Adolescência
Como é que os adolescentes podem manter os dentes brilhantes e saudáveis?A melhor maneira dos adolescentes manterem um sorriso bonito e dentes saudáveis é preservarem os bons hábitos orais iniciados durante a infância. Assim, é importante que:
- Escove os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, para remover a placa bacteriana e proteger os dentes dos agentes desmineralizantes;
- Use o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto da linha gengival;
- Limite a ingestão de alimentos e bebidas açucaradas (especialmente bolachas, cereais com açúcar, pão achocolatado, caramelos, rebuçados, refrigerantes, etc.);
- A ingestão de bebidas gaseficadas deve ser através de “palhinhas”, para que não se promova erosões dentárias;
- Visite o profissional de saúde oral regularmente para prevenir precocemente qualquer tipo de distúrbio oral e minimizar os impactos;
- Nesta fase da vida tornam-se particularmente importantes aspectos relacionados com a auto-estima e estética oro-dentária, daí que um crescente número de jovens adira a correcções ortodônticas. Durante esse tratamento assume também particular importância a higiene oral dos aparelhos ortodônticos;
- Outro aspecto importante será a associação de hábitos que podem de forma irreversível comprometer o estado de saúde oral, nomeadamente o consumo de tabaco, álcool, drogas ou, mais recentemente, o recurso a piercings orais e periorais.
Ortodontia: muitas crianças e adolescentes precisam de tratamento ortodôntico para corrigir o apinhamento dentário, dentes mal posicionados ou um mau alinhamento dos maxilares.
Os dentes que não estão posicionados correctamente são mais difíceis de escovar, têm mais probabilidades de serem afectados por lesões de cárie e perdidos precocemente, bem como podem causar distúrbios devido a uma maior sobrecarga sobre os músculos mastigadores.
Para a avaliação das necessidades de tratamento ortodôntico deverá o adolescente recorrer a consulta especializada de medicina dentária e, perante um conjunto de exames clínicos e fotográficos, será possível determinar se esse jovem precisa de aparelho ortodôntico e que tipo de tratamento será o mais adequado.
Protectores orais: se pratica desporto, os protectores orais são imprescindíveis para proteger o seu sorriso. Estes dispositivos devem cobrir os dentes e estão indicados para protegê-los contra os traumatismos, cortes laterais e outros danos na boca.
Estes dispositivos devem ser confeccionados em função do formato da boca, o que obriga a realização de moldes durante consulta dentária.
Nutrição: desempenha um papel importante na sua saúde oral. Os açúcares e os hidratos de carbono existentes em muitos alimentos e bebidas suportam a formação da placa bacteriana que destrói o esmalte dos dentes. Limite a quantidade de alimentos e bebidas que contêm açúcares e hidratos de carbono, porque os seus dentes são atacados por ácidos por eles formados.
Fazer uma dieta que contenha os cinco grupos alimentares, distribuídos equilibradamente, pode trazer uma grande diferença à sua saúde oral. Para as pequenas refeições ou lanches, escolha alimentos nutritivos como queijo, vegetais crus, iogurte natural, leite ou fruta.
Disfunções na alimentação: bulimia (vómito depois de ingerir comida) e anorexia (um medo desordenado de ganhar peso, frequentemente resultando no vómito) são desordens muito sérias que afectam directamente os dentes por erosão do esmalte dentário, pelo facto de o vómito ter um conteúdo ácido.
O seu médico dentista pode corrigir um esmalte dentário deteriorado, mas deve tratar estas desordens na alimentação mediante apoio psicológico sobre a preservação da imagem e autocontrolo. Se acha que tem, ou pode vir a ter, alguma disfunção alimentar, fale com o seu médico.
Fumar: se não fuma, não comece. Juntamente com outros problemas de saúde, o tabaco mancha os dentes e gengivas. Fumar, a longo prazo, aumenta o risco de desenvolvimento de cancro oral e de doenças gengivais.
Se fuma, deve ter particular atenção ao estado da sua boca, dentes e lábios. Submeta-se regularmente a consulta de medicina dentária e obtenha informação sobre a detecção de algum problema oral.
O que fazer para manter os dentes brilhantes?
As destartarizações realizadas pelo dentista ou higienista conseguem remover a maior parte da pigmentação ou das manchas externas causadas pelos alimentos e pelo tabaco. O uso de uma pasta dentífrica branqueadora pode, também, ajudar a remover estas manchas entre as visitas ao profissional de saúde oral. Contudo, como contém abrasivos, quando usadas continuamente, podem danificar os dentes. A pigmentação interna pode ser tratada através de técnicas de branqueamento, de restaurações estéticas ou através de prótese fixa (coroas ou facetas).
Qualquer um destes tratamentos é seguro e eficaz, mas é o seu dentista quem lhe vai recomendar qual o mais apropriado para si, tendo em conta o estado dos seus dentes e os resultados que deseja obter.
Idade adulta
Qual é melhor forma de cuidar dos dentes em adulto?A chave para manter um sorriso brilhante e saudável ao longo da vida adulta é praticar uma correcta higiene oral. Ao longo da sua vida adulta, é importante continuar a:
- Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada para remover a placa bacteriana e protecção da desmineralização.
- Usar o fio dentário (ou escovilhões, caso os espaços entre os dentes sejam largos) diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto à linha gengival, antes que esta mineralize e se transforme em tártaro.
- Limitar a ingestão de alimentos açucarados ou com hidratos de carbono, especialmente alimentos muito adesivos aos dentes. Quanto mais lanches fizer entre as refeições, durante mais tempo haverá contacto dos ácidos com o esmalte dos seus dentes.
Quais os principais cuidados a ter com os dentes na fase adulta da vida?
Mesmo que escove e use o fio dentário regularmente, pode ter de enfrentar alguns distúrbios relacionados com o estado da sua saúde oral durante a idade adulta. Felizmente, o profissional de saúde oral pode ajudá-lo a enfrentar estes desafios com bastante sucesso. Lembre-se de aspectos tão importantes como:
- As doenças gengivais iniciam-se com a gengivite, que é reversível. Os sintomas da gengivite incluem a gengiva avermelhada, inchada ou edemaciada, com tendência para sangrar.
- Se verificar alguns destes sinais, visite o profissional de saúde oral antes que se desenvolvam problemas mais sérios. Um estado mais avançado de doença gengival pode conduzir à perda de dentes.
- As cáries dentárias junto de restaurações (chamadas cáries recidivas) e as cáries radiculares tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. Por isso, é muito importante escovar os dentes com uma pasta dentífrica fluoretada, usar o fio dentário diariamente e visitar o profissional de saúde oral regularmente.
- A sensibilidade dentária pode ser um problema crescente à medida que se envelhece. As gengivas podem sofrer recessões ao longo dos anos devido a experiências anteriores com a doença periodontal, expondo áreas dos dentes que não estão protegidas pelo esmalte. Por outro lado, o desgaste do esmalte pode criar áreas particularmente sensíveis à dor pela ingestão de alimentos ou bebidas frias ou quentes. Se tem sensibilidade dentária, deve visitar o seu médico dentista, porque a sensibilidade pode ser um indicador de um problema mais sério.
- Os dentes perdidos devem ser substituídos por dispositivos protéticos o mais rapidamente possível, de forma a evitar alterações consequentes à perda dentária.
- Os implantes dentários substituem um ou mais dentes ou são usados para suportarem próteses totais ou parciais. Consulte o seu dentista para saber se os implantes dentários são a melhor solução para si, no caso de ter perda de dentes.
Além de afectar grandemente o seu bem-estar geral, uma alimentação correcta é necessária para ter dentes e gengivas saudáveis. Fazer uma alimentação equilibrada oferece aos tecidos dos seus dentes e gengivas os nutrientes e minerais mais importantes que eles precisam para se manterem fortes e resistentes a infecções que podem contribuir para a doença gengival. Além disso, os alimentos mais duros e fibrosos, como as frutas e os vegetais, ajudam a manter as suas gengivas e os dentes limpos, porque durante a mastigação promovem uma acção de auto-limpeza, não substituindo, no entanto, a escovagem dentária após as principais refeições.
Por outro lado, os alimentos moles e muito adesivos tendem a manter-se nas fissuras e entre os dentes, promovendo a acumulação de placa bacteriana.
Gravidez
A saúde oral tem efeitos na gravidez?Estudos recentes associam uma ligação entre as doenças gengivais e os partos prematuros e o nascimento de crianças com baixo peso (<2.500 g).
Assim, as mulheres, antes de planearem engravidar, devem ter uma consulta de medicina dentária para avaliarem o seu estado de saúde oral e submeterem-se a tratamentos (quando necessários). Deste modo poder-se-á evitar que grávidas com doença gengival corram o risco do seu bebé nascer mais cedo e mais pequeno.
São necessárias ainda mais pesquisas para confirmar de que forma a doença gengival afecta a gravidez, mas, aparentemente, desencadeia o aumento dos níveis e fluidos biológicos que induzem o parto.
O conceito muito difundido que durante a formação dos ossos do bebé é retirado o cálcio dos dentes da mãe está profundamente errado. No entanto, algumas lesões de cárie que surgem durante e após a gravidez estão relacionadas com lesões de cárie que não foram detectadas e tratadas precocemente, bem como alterações hormonais que podem induzir alterações do metabolismo e da acção da saliva sobre a boca e dentes.
Por tudo isto, o melhor conselho para uma mulher que pensa engravidar é visitar o profissional de saúde oral para uma consulta de rotina e tratar qualquer problema oral antes de ficar grávida.
A gravidez tem efeitos na saúde oral?
As alterações fisiológicas que normalmente ocorrem durante a gravidez, nomeadamente as provocadas por alterações hormonais, podem desencadear alterações na saúde oral das grávidas, que na sua maioria regridem após o parto.
Que problemas orais podem desenvolver-se durante a gravidez?
Estudos recentes mostram que muitas grávidas apresentam epúlide gravídica ou tumor gravídico. Quando a placa bacteriana se acumula nos dentes e gengivas surge um tumor, com compromisso estético e que frequentemente sangra durante a mastigação e escovagem.
Maioritariamente este tipo de tumor desaparece após o parto, não havendo necessidade de recorrer a cirurgia. Noutras vezes será necessário recorrer a cirurgia, durante a gravidez, para remoção desse tecido. Pode acontecer que este tipo de lesões volte a surgir no mesmo local após a sua remoção cirúrgica.
A gengivite gravídica ocorre mais frequentemente durante a gravidez, devido a alterações hormonais que desencadeiam a reacção das gengivas aos produtos inflamatórios da placa bacteriana. Contudo, é a placa bacteriana (e não as hormonas) a principal causa da gengivite.
Manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, vai ajudar a reduzir drasticamente - ou mesmo a prevenir - a gengivite durante a gravidez. Substituir os doces por alimentos mais nutritivos, como o queijo, os frutos ou vegetais frescos, será também melhor para os seus dentes.
Saúde oral na velhice
Uma boa higiene oral e alguns cuidados básicos podem garantir-lhe dentes e gengivas saudáveis uma vida inteira.
Como posso manter uma boa saúde oral na terceira idade?
Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.
As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.
Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.
Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?
Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral.
No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.
Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.
Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso. Tome nota de algumas situações:
Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.
A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.
A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.
As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.
Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.
As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.
Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.
Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?
Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral.
No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.
Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.
Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso. Tome nota de algumas situações:
Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.
A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.
A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.
As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.
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Quem sou eu
- Antonia Bezerra
- São Paulo, São Paulo, Brazil
- Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Augusto Cury E-MAIL: lu.name.lc@hotmail.com
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