quinta-feira, 30 de junho de 2011

Confiança: fator decisivo para profissionais e organizações

Pensador de ciências políticas e econômicas afirma que confiança é um componente do capital social que chega a ser mais importante que o capital financeiro da empresa.


Quando comecei a tratar de forma mais específica o tema confiança, muita gente ficou surpresa acreditando que esse era um tema sério, complexo e polêmico demais para ser discutido por uma profissional reconhecida como irreverente e expert em automotivação, felicidade e sucesso. A grande dificuldade para algumas pessoas é entender que o alicerce para os temas que eu desenvolvo é justamente a confiança. Afinal, quais são os atributos que nos remete a uma pessoa automotivada, feliz e bem-sucedida? Autoconhecimento, o reconhecimento de seus próprios talentos e a utilização deles para realizar seus sonhos e cumprir o seu propósito de vida, são apenas alguns deles, certo? Isso seria possível se ela não confiasse em si mesma.

Vivemos em um mundo competitivo, repleto de tensões, no qual tudo muda rapidamente e ninguém sabe o que nos reserva o futuro. Nesse contexto, a maioria das pessoas considera impossível confiar uma nas outras, no amanhã, no mercado, nos projetos ou no governo. Tudo isso nos faz viver em permanente estado de alerta e adotar atitudes defensivas para não ser prejudicado nem passado para trás pela concorrência. A falta de confiança se estende a colega de trabalho, governos, instituições, projetos, empresas e mudanças. Enfim, qualquer coisa que possa representar algum tipo de ameaça à nossa estabilidade ou segurança. Assim, fazemos da desconfiança a muralha que nos separa dos perigos do mundo exterior.

Surge, então, um panorama contraditório. Enquanto a desconfiança nos aconselha a ficar nos limites do conhecido, a evitar riscos e a nos fechar para os outros, o mundo de hoje – especialmente no que diz respeito à carreira profissional – requer abertura para o desconhecido, coragem para arriscar e integração com as pessoas. O perfil de profissional que as empresas desejam contratar inclui iniciativa, flexibilidade, bom relacionamento e capacidade empreendedora. Essas características são de pessoas confiantes ou desconfiadas? Por outro lado, as empresas em geral também não confiam nem inspiram confiança.

A confiança é fator decisivo no desempenho de profissionais e organizações no mundo globalizado. Falta de confiança compromete o sucesso de qualquer pessoa ou empresa. No âmbito pessoal, retrai e isola as pessoas, impedindo que experimentem e arrisquem, restringe sua expansão. Segundo o pensador de ciências políticas e econômicas, o americano Francis Fukuyama, “confiança é um componente do capital social que chega a ser mais importante que o capital financeiro da empresa”.

No mundo corporativo vem se tornando uma necessidade emergente a implantação da Gestão por Confiança (GpC). Criado pelo professor José María Gasalla esse modelo de gestão visa à criação de relações de confiança entre as pessoas nas empresas, com benefícios para a produtividade, a inovação, a competitividade e a sustentabilidade da organização. Ele é sustentado pelas atitudes, competência, transparência, compromisso, cumprimento, consistência, coerência e cumplicidade, que surgem em resposta aos desafios do mundo moderno. Ante esse cenário, confiar é o oposto daquilo que o senso comum nos aconselha a fazer – é nadar contra a corrente. E, por incrível pareça, é justamente nadando contra a corrente que podemos chegar mais rápido e com menos esforço aos nossos objetivos. Em um mundo onde reina a desconfiança, quem confia se diferencia!

Vacinação HPV - Parte II

Vacina gratuita contra HPV pode ser garantida a mulheres dos 9 aos 45 anos 


Mulheres com idade entre nove e 45 anos poderão ter o direito de receber gratuitamente a vacina para imunização contra o papilomavírus humano (HPV) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É o que prevê projeto aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta quinta-feira (30). A ideia é oferecer para a população nessa faixa etária um aliado no combate ao HPV, vírus transmitido por contato sexual que vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero.
O projeto, de iniciativa da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), foi a exame com voto favorável da relatora, a senadora Ângela Portela (PT-RR). A matéria seguirá agora para exame na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativaDecisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis. . Portanto, se aprovado, poderá passar diretamente a exame na Câmara dos Deputados.
Vanessa Grazziotin observa no projeto que o câncer de colo uterino é o segundo tumor maligno de maior incidência na população feminina no país, só perdendo para o câncer de mama. Citando dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), afirma que são estimados 18.430 novos casos da doença e 4.800 mortes por ano. Além disso, observa que a maior incidência ocorre entre mulheres de baixa renda e menor escolaridade nas regiões Norte e Nordeste.
Apesar dos altos custos associados a um programa abrangente de vacinação contra o HPV, a relatora, Ângela Portela, afirma que os avanços sociais e sanitários vão superar os gastos com ampla vantagem. Atualmente, a vacina é oferecida apenas em clínicas privadas, por preços nunca inferiores a R$ 600,00 pelas três doses necessárias e que podem chegar perto de R$ 1.500,00 em alguns estabelecimentos.
No debate, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) observou que pode ser difícil assegurar a vacina a toda a população feminina, de forma imediata, em país tão grande. Porém, salientou que nada impede que a vacina comece a ser aplicada, especialmente nas regiões onde se registra a maior incidência de infecção pelo HPV.

Vacina contra HPV para adultas - Parte I

Dose é disponível só para adolescentes. Anvisa estuda estender público alvo


As mulheres entre 26 e 40 anos podem ganhar um importante aliado no combate ao HPV, um vírus transmitido pelo contato sexual, líder em infecção e principal responsável pelo câncer de colo de útero.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda liberar a aplicação da vacina contra a doença para este grupo etário. Por enquanto, o único público que tem autorização sanitária no País para receber a imunização é o de jovens do sexo feminino, de 9 a 25 anos. As doses –são três, no total, para garantir a eficácia – só são oferecidas na rede privada de saúde, por preços salgados: as três doses ultrapassam mil reais.
O pedido de ampliação de público foi feito pelo produtor da vacina, o laboratório Merck Sharp & Dohme (MSD). Segundo responsáveis pela empresa, estudos atestaram que a mesma dosagem da vacina contra o HPV aplicada em adolescentes e jovens é eficaz na mulher adulta.No total, 12 países já estão aplicando as doses nas mais velhas, entre eles Chile, Canadá e Austrália.
“Um dossiê foi encaminhado à Anvisa informando sobre a segurança de aplicação em mulheres mais velhas”, afirmou o ginecologista Nelson Vespa, responsável da MSD no Brasil pelas pesquisas com a vacina.
O especialista explica que o dossiê foi baseado nos resultados de um estudo internacional feito com 3.819 mulheres entre 24 e 45 anos, com duração de quatro anos. Ele mostrou que, também neste público, a vacina é eficaz para prevenir: a infecção persistente, as lesões de baixo grau, as lesões pré-cancerígenas de alto risco para o colo do útero, a vagina e a vulva, além de lesões genitais externas e verrugas genitais. Se a mulher nunca teve contato com nenhum tipo de vírus do HPV – são mais de 100 existentes – a eficácia de proteção é de 91%. “Atestamos também que, caso a paciente já tenha sido contaminada, a vacina auxilia em prevenir a evolução da doença”, afirma Vespa.
Além da MSD, o laboratório GSK  produz uma outra vacina contra o HPV de eficácia já confirmada pelas autoridades sanitárias. Esta imunização  também só está disponível na rede particular de saúde e para pessoas do sexo feminino entre 10 e 25 anos.
A Anvisa informou que já analisou o pedido de extensão etária  para aplicação da vacina feito pela Merck. A Agência solicitou mais informações ao fabricante. A expectativa é que a aprovação – ou não – saia ainda este ano.
Uma coleção de casos
A infecção pelo HPV é uma doença transmitida pelo sexo sem proteção, que pode afetar homens e mulheres e, se não tratada, pode evoluir para o câncer de colo de útero. Na maior parte dos casos não há sintomas. Quando ocorrem, eles são caracterizados por verrugas ou manchas brancas na área genital. O exame principal para a detecção da doença nas mulheres é o papanicolaou.
Apesar de não existir um levantamento consolidado dos casos do chamado papiloma-vírus humano (nome científico do HPV) no País, os médicos estimam que a doença já afetou – ou vai afetar – 75% da população sexualmente ativa do País. Um estudo recém publicado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo avaliou os 56.803 casos de DSTs notificados entre janeiro de 2007 e junho de 2009 e constatou que uma em cada três registros era relacionado ao HPV (32,6%).
As projeções do Instituto Nacional do Câncer (Inca) também reforçam a perigosa disseminação do papiloma-vírus humano. Até o final deste ano, o Brasil vai acumular 18.430 novos casos de câncer de cólo de útero. Ele é o segundo tipo de câncer que mais mata a população feminina, atrás apenas da neoplasia de mamas.
Vacinas na rede pública
A perigosa disseminação de casos de HPV fez com que um grupo de especialistas de reunisse para estudar a implantação da vacina no calendário público de imunização. No ano passado, por meio de verba repassada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, foi implantado o primeiro Instituto Nacional de Pesquisa em HPV.
Uma das missões da entidade é mapear a prevalência da doença entre os brasileiros e brasileiras e traçar estratégias para garantir as doses gratuitas. “Essa é uma meta muito importante para o Instituto do HPV, mas que ainda não foi abordada na prática. Nos próximos meses, esperamos determinar ações para disparar projetos que discutam a implantação das vacinas profiláticas contra o HPV na rede pública”, afirma a médica Luisa Lina Villa, diretora do Instituto e também pesquisadora do Instituto Internacional Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer.
O Ministério da Saúde, o Inca e representantes dos departamentos de imunização de todo País também formaram uma câmara técnica para discutir a adoção da vacina na rede pública. O último posicionamento, afirmou o Inca, reconheceu a importância da vacinação gratuita – em especial para o público adolescente – mas alega que primeiro é preciso ter noção mais clara sobre a incidência do vírus HPV no Brasil.
Isso porque as vacinas existentes só protegem contra quatro dos mais de 100 tipos de vírus HPV. Ainda que os contemplados pela imunização sejam os mais comuns, não há um estudo sobre qual deles é o que mais circula no Brasil. Outra limitação apontada pelas autoridades brasileiras é o custo das doses.
“A introdução da vacina na rede pública significaria um impacto de R$1,857 bilhão, apenas para cobertura da faixa etária de 11 a 12 anos. Como comparação, ressalta-se que o orçamento do Programa Nacional de Imunização é de R$ 750 milhões/ano”, afirma o grupo em documento.
Enquanto a vacina não entra no calendário público, ela pode ser adquirida na rede privada. Apesar disso os especialistas ressaltam que a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Veja algumas clínicas privadas que oferecem a vacina*

São Paulo (São Paulo)
Clinivac Imunizações
Tel.: (11) 3845-1655
Preço: R$ 380 a dose
IMUNE Vacinações
Tel.: (11) 5051-5259
Preço: R$ 380 a dose
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro)
Kinder Clínica
Tel.: (21) 2521-5777
Preço: R$ 390 a dose
Espírito Santo (Vitória)Centro de Vacinação da Praia
Tel.: (27) 3235-9090
Preço: R$ 380 a dose
Minas Gerais (Belo Horizonte)Instituto H. Pardini
Tel.: (31) 3228-6200
Preço: R$ 380 a dose
Rio Grande do Sul (Porto Alegre)Hospital Moinhos de Vento
Tel.: (51) 3314-3434
Preço: R$ 475 a dose

Santa Catarina (Joinville)Clínica Bambini
Tel.: (47) 3423-2000
Preço: R$ 380 a dose
Pará (Belém)CLIMEP
Tel.: (91) 3181-1644
Preço: R$ 1.077 as três doses
Bahia (Salvador)Clínica Seimi
Tel.: (71) 3352-8233
Preço: R$ 399 a dose
Paraíba (João Pessoa)Alergomed
Tel.: (83) 3222-7790
Preço: R$ 390 a dose

É lamentável , mas infelizmente é verdade...

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!

EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO



Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo,



Estado do Rio Grande do Sul.



Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .

Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.

Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.

Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.

Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.

Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.

Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu honestamente acho que não.

Por isso recorri à Justiça.

Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.

Estou revoltado.

Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.

O Estado brasileiro está completamente falido.

Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.

A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.

E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.

Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.

Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.

Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..

Não temos mais tempo a perder.

As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.

A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.

E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.

Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.

Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.

Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.

Eu precisava fazer minha empresa crescer.

Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.

Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.

A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.

O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.

Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.

Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.

Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.

O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.

No mínimo, ele trabalhará mais feliz.

Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.

Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.

Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.

Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .

Mas infelizmente não consigo fazer isso.

Eu sou um teimoso.

No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.

Quem vai fazer no seu lugar?

Até agora, tem sido a iniciativa privada.

Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.

As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.

Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.

Não é o meu objetivo.

Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:

as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso!...

Não tem jeito..

Silvino Geremia

A cultura de um povo é sua imagem no mundo


Nos recentes terremoto e tsunami que atingiram a costa nordeste do Japão em 11/03/2011:

1 - A CALMA
Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que havia perdido tudo. A tristeza por si só já bastava.
 
2 - A DIGNIDADE
Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.
 
3 - A HABILIDADE
Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas a maioria não caiu.
 
4 - A SOLIDARIEDADE
As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.
 
5 - A ORDEM
Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.
 
6 - O SACRIFÍCIO
Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados já que inevitavelmente irão morrer de câncer?
 
7 - A TERNURA
Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.
 
8 - O TREINAMENTO
Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.
 
9 - A IMPRENSA
Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas com repórteres imbecis. Apenas calmas reportagens dos fatos.
 
10 - A CONSCIÊNCIA
Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.
NENHUM ARRASTÃO PARA ROUBAR O COMÉRCIO.

 
A passagem do tempo para esse povo é uma conquista e não uma perda.
Aprender a viver dignamente é uma das coisas que não dá para deixar para depois.
Será coincidência este comportamento num povo que valoriza o papel do Professor / Mestre na sociedade?
É claro que não

A importância de cuidar dos dentes em diferentes etapas da vida

Os dentes não se mantêm iguais ao longo do tempo. Cada fase da vida exige cuidados específicos. Saiba quais são.

Crianças, adolescentes, adultas, grávidas e idosos têm necessidades diferentes. Descubra os cuidados que são mais adequados ao seu perfil.

Adolescência

Como é que os adolescentes podem manter os dentes brilhantes e saudáveis?
A melhor maneira dos adolescentes manterem um sorriso bonito e dentes saudáveis é preservarem os bons hábitos orais iniciados durante a infância. Assim, é importante que:
  • Escove os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, para remover a placa bacteriana e proteger os dentes dos agentes desmineralizantes; 
  • Use o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto da linha gengival;
  • Limite a ingestão de alimentos e bebidas açucaradas (especialmente bolachas, cereais com açúcar, pão achocolatado, caramelos, rebuçados, refrigerantes, etc.);
  • A ingestão de bebidas gaseficadas deve ser através de “palhinhas”, para que não se promova erosões dentárias;
  • Visite o profissional de saúde oral regularmente para prevenir precocemente qualquer tipo de distúrbio oral e minimizar os impactos;
  • Nesta fase da vida tornam-se particularmente importantes aspectos relacionados com a auto-estima e estética oro-dentária, daí que um crescente número de jovens adira a correcções ortodônticas. Durante esse tratamento assume também particular importância a higiene oral dos aparelhos ortodônticos;
  • Outro aspecto importante será a associação de hábitos que podem de forma irreversível comprometer o estado de saúde oral, nomeadamente o consumo de tabaco, álcool, drogas ou, mais recentemente, o recurso a piercings orais e periorais.
Desta maneira pode ajudar os dentes a durarem toda a vida. Uma boca saudável fá-lo-á sentir-se bem. Também lhe confere um hálito fresco e um sorriso bonito.

Ortodontia: muitas crianças e adolescentes precisam de tratamento ortodôntico para corrigir o apinhamento dentário, dentes mal posicionados ou um mau alinhamento dos maxilares.
Os dentes que não estão posicionados correctamente são mais difíceis de escovar, têm mais probabilidades de serem afectados por lesões de cárie e perdidos precocemente, bem como podem causar distúrbios devido a uma maior sobrecarga sobre os músculos mastigadores.
Para a avaliação das necessidades de tratamento ortodôntico deverá o adolescente recorrer a consulta especializada de medicina dentária e, perante um conjunto de exames clínicos e fotográficos, será possível determinar se esse jovem precisa de aparelho ortodôntico e que tipo de tratamento será o mais adequado.

Protectores orais: se pratica desporto, os protectores orais são imprescindíveis para proteger o seu sorriso. Estes dispositivos devem cobrir os dentes e estão indicados para protegê-los contra os traumatismos, cortes laterais e outros danos na boca.
Estes dispositivos devem ser confeccionados em função do formato da boca, o que obriga a realização de moldes durante consulta dentária.

Nutrição: desempenha um papel importante na sua saúde oral. Os açúcares e os hidratos de carbono existentes em muitos alimentos e bebidas suportam a formação da placa bacteriana que destrói o esmalte dos dentes. Limite a quantidade de alimentos e bebidas que contêm açúcares e hidratos de carbono, porque os seus dentes são atacados por ácidos por eles formados.

Fazer uma dieta que contenha os cinco grupos alimentares, distribuídos equilibradamente, pode trazer uma grande diferença à sua saúde oral. Para as pequenas refeições ou lanches, escolha alimentos nutritivos como queijo, vegetais crus, iogurte natural, leite ou fruta.

Disfunções na alimentação: bulimia (vómito depois de ingerir comida) e anorexia (um medo desordenado de ganhar peso, frequentemente resultando no vómito) são desordens muito sérias que afectam directamente os dentes por erosão do esmalte dentário, pelo facto de o vómito ter um conteúdo ácido.
O seu médico dentista pode corrigir um esmalte dentário deteriorado, mas deve tratar estas desordens na alimentação mediante apoio psicológico sobre a preservação da imagem e autocontrolo. Se acha que tem, ou pode vir a ter, alguma disfunção alimentar, fale com o seu médico.

Fumar: se não fuma, não comece. Juntamente com outros problemas de saúde, o tabaco mancha os dentes e gengivas. Fumar, a longo prazo, aumenta o risco de desenvolvimento de cancro oral e de doenças gengivais.

Se fuma, deve ter particular atenção ao estado da sua boca, dentes e lábios. Submeta-se regularmente a consulta de medicina dentária e obtenha informação sobre a detecção de algum problema oral.

O que fazer para manter os dentes brilhantes?
As destartarizações realizadas pelo dentista ou higienista conseguem remover a maior parte da pigmentação ou das manchas externas causadas pelos alimentos e pelo tabaco. O uso de uma pasta dentífrica branqueadora pode, também, ajudar a remover estas manchas entre as visitas ao profissional de saúde oral. Contudo, como contém abrasivos, quando usadas continuamente, podem danificar os dentes. A pigmentação interna pode ser tratada através de técnicas de branqueamento, de restaurações estéticas ou através de prótese fixa (coroas ou facetas).
Qualquer um destes tratamentos é seguro e eficaz, mas é o seu dentista quem lhe vai recomendar qual o mais apropriado para si, tendo em conta o estado dos seus dentes e os resultados que deseja obter.

Idade adulta

Qual é melhor forma de cuidar dos dentes em adulto?
A chave para manter um sorriso brilhante e saudável ao longo da vida adulta é praticar uma correcta higiene oral. Ao longo da sua vida adulta, é importante continuar a:
  • Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada para remover a placa bacteriana e protecção da desmineralização.
  • Usar o fio dentário (ou escovilhões, caso os espaços entre os dentes sejam largos) diariamente para remover a placa bacteriana entre os dentes e junto à linha gengival, antes que esta mineralize e se transforme em tártaro.
  • Limitar a ingestão de alimentos açucarados ou com hidratos de carbono, especialmente alimentos muito adesivos aos dentes. Quanto mais lanches fizer entre as refeições, durante mais tempo haverá contacto dos ácidos com o esmalte dos seus dentes.
Alguns estudos têm associado problemas orais nos adultos com a ocorrência de enfartes agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. Assim, deve visitar o profissional de saúde oral regularmente.

Quais os principais cuidados a ter com os dentes na fase adulta da vida?
Mesmo que escove e use o fio dentário regularmente, pode ter de enfrentar alguns distúrbios relacionados com o estado da sua saúde oral durante a idade adulta. Felizmente, o profissional de saúde oral pode ajudá-lo a enfrentar estes desafios com bastante sucesso. Lembre-se de aspectos tão importantes como:
  • As doenças gengivais iniciam-se com a gengivite, que é reversível. Os sintomas da gengivite incluem a gengiva avermelhada, inchada ou edemaciada, com tendência para sangrar.
  • Se verificar alguns destes sinais, visite o profissional de saúde oral antes que se desenvolvam problemas mais sérios. Um estado mais avançado de doença gengival pode conduzir à perda de dentes.
  • As cáries dentárias junto de restaurações (chamadas cáries recidivas) e as cáries radiculares tornam-se mais comuns à medida que envelhecemos. Por isso, é muito importante escovar os dentes com uma pasta dentífrica fluoretada, usar o fio dentário diariamente e visitar o profissional de saúde oral regularmente.
  • A sensibilidade dentária pode ser um problema crescente à medida que se envelhece. As gengivas podem sofrer recessões ao longo dos anos devido a experiências anteriores com a doença periodontal, expondo áreas dos dentes que não estão protegidas pelo esmalte. Por outro lado, o desgaste do esmalte pode criar áreas particularmente sensíveis à dor pela ingestão de alimentos ou bebidas frias ou quentes. Se tem sensibilidade dentária, deve visitar o seu médico dentista, porque a sensibilidade pode ser um indicador de um problema mais sério.
  • Os dentes perdidos devem ser substituídos por dispositivos protéticos o mais rapidamente possível, de forma a evitar alterações consequentes à perda dentária.
  • Os implantes dentários substituem um ou mais dentes ou são usados para suportarem próteses totais ou parciais. Consulte o seu dentista para saber se os implantes dentários são a melhor solução para si, no caso de ter perda de dentes.
Que efeitos tem a dieta na saúde oral?
Além de afectar grandemente o seu bem-estar geral, uma alimentação correcta é necessária para ter dentes e gengivas saudáveis. Fazer uma alimentação equilibrada oferece aos tecidos dos seus dentes e gengivas os nutrientes e minerais mais importantes que eles precisam para se manterem fortes e resistentes a infecções que podem contribuir para a doença gengival. Além disso, os alimentos mais duros e fibrosos, como as frutas e os vegetais, ajudam a manter as suas gengivas e os dentes limpos, porque durante a mastigação promovem uma acção de auto-limpeza, não substituindo, no entanto, a escovagem dentária após as principais refeições.
Por outro lado, os alimentos moles e muito adesivos tendem a manter-se nas fissuras e entre os dentes, promovendo a acumulação de placa bacteriana.

Gravidez

A saúde oral tem efeitos na gravidez?
Estudos recentes associam uma ligação entre as doenças gengivais e os partos prematuros e o nascimento de crianças com baixo peso (<2.500 g).
Assim, as mulheres, antes de planearem engravidar, devem ter uma consulta de medicina dentária para avaliarem o seu estado de saúde oral e submeterem-se a tratamentos (quando necessários). Deste modo poder-se-á evitar que grávidas com doença gengival corram o risco do seu bebé nascer mais cedo e mais pequeno.
São necessárias ainda mais pesquisas para confirmar de que forma a doença gengival afecta a gravidez, mas, aparentemente, desencadeia o aumento dos níveis e fluidos biológicos que induzem o parto.
O conceito muito difundido que durante a formação dos ossos do bebé é retirado o cálcio dos dentes da mãe está profundamente errado. No entanto, algumas lesões de cárie que surgem durante e após a gravidez estão relacionadas com lesões de cárie que não foram detectadas e tratadas precocemente, bem como alterações hormonais que podem induzir alterações do metabolismo e da acção da saliva sobre a boca e dentes.
Por tudo isto, o melhor conselho para uma mulher que pensa engravidar é visitar o profissional de saúde oral para uma consulta de rotina e tratar qualquer problema oral antes de ficar grávida.

A gravidez tem efeitos na saúde oral?
As alterações fisiológicas que normalmente ocorrem durante a gravidez, nomeadamente as provocadas por alterações hormonais, podem desencadear alterações na saúde oral das grávidas, que na sua maioria regridem após o parto.

Que problemas orais podem desenvolver-se durante a gravidez?
Estudos recentes mostram que muitas grávidas apresentam epúlide gravídica ou tumor gravídico. Quando a placa bacteriana se acumula nos dentes e gengivas surge um tumor, com compromisso estético e que frequentemente sangra durante a mastigação e escovagem.
Maioritariamente este tipo de tumor desaparece após o parto, não havendo necessidade de recorrer a cirurgia. Noutras vezes será necessário recorrer a cirurgia, durante a gravidez, para remoção desse tecido. Pode acontecer que este tipo de lesões volte a surgir no mesmo local após a sua remoção cirúrgica.
A gengivite gravídica ocorre mais frequentemente durante a gravidez, devido a alterações hormonais que desencadeiam a reacção das gengivas aos produtos inflamatórios da placa bacteriana. Contudo, é a placa bacteriana (e não as hormonas) a principal causa da gengivite.
Manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, vai ajudar a reduzir drasticamente - ou mesmo a prevenir - a gengivite durante a gravidez. Substituir os doces por alimentos mais nutritivos, como o queijo, os frutos ou vegetais frescos, será também melhor para os seus dentes.


Saúde oral na velhice

Uma boa higiene oral e alguns cuidados básicos podem garantir-lhe dentes e gengivas saudáveis uma vida inteira.
Como posso manter uma boa saúde oral na terceira idade?
Independentemente da idade que tem, se fizer uma boa higiene oral, escovando os dentes pelo menos duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, usando o fio dentário ou outro meio de remoção da placa bacteriana interdentária diariamente, os dentes podem e devem durar toda a vida.

As visitas regulares ao profissional de saúde oral também são muito importantes, pois permitem o diagnóstico precoce de qualquer problema que surja.
Por vezes, devido a perda de peças dentárias, muitos indivíduos utilizam próteses dentárias. Nesses casos, são essenciais cuidados de limpeza da(s) prótese(s). Estas devem ser escovadas diariamente com uma escova própria para o efeito. Também existem soluções no mercado próprias para a limpeza das próteses.


Que cuidados de saúde oral devo ter em conta enquanto idoso?
Mesmo que escove e use o fio dentário (ou escovilhões) regularmente, o idoso poderá deparar-se com alguns problemas de saúde oral.
No caso de usar próteses dentárias deve prestar especial atenção ao desgaste das mesmas e ao seu ajuste na boca.
Alguns medicamentos podem induzir alterações da quantidade e qualidade da saliva e provocar alterações no estado de saúde oral. Assim, caso sinta ardor ou secura da boca, deve contactar imediatamente o profissional de saúde.
Felizmente, os profissionais de saúde podem ajudá-lo a ultrapassar estes problemas com grande sucesso. Tome nota de algumas situações:

Cáries radiculares: quando existe recessão gengival, as raízes dos dentes podem ficar expostas, ficando mais susceptíveis à cárie dentária. Como os idosos apresentam uma maior predisposição para recessões gengivais, para manter uma boa higiene oral é fundamental usar uma pasta dentífrica fluoretada.

A boca seca é um problema comum nos idosos e pode ser causado por medicação ou por certas doenças. O seu profissional de saúde pode dar-lhe indicações para restabelecer a humidificação da sua boca, assim como recomendar tratamentos ou medicamentos que ajudem a prevenir os problemas associados à boca seca.

A diabetes, as doenças cardíacas ou o cancro, entre outras doenças, podem afectar a sua saúde oral. Certifique-se de que o profissional de saúde oral está a par dos seus problemas de saúde, de modo a que possa perceber toda a situação e ajudá-lo a ter cuidados específicos com a saúde oral.

As próteses removíveis podem ser muito úteis aos idosos, mas requerem cuidados especiais, quer na sua utilização, quer na sua higienização. Siga cuidadosamente as instruções dadas pelo seu profissional de saúde oral e avise-o se surgirem problemas.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Concurso Aberto INSS – Instituto Nacional de Seguro Social

O INSS – Instituto Nacional de Seguro Social, irá abrir inscrições para Concurso Público destinado ao provimento de vagas de seu quadro de pessoal.

O concurso previsto do INSS vai oferecer 2.500 vagas, para os cargos de Técnico, Analista e Perito, para nível médio e superior e com inscrições que serão realizadas provavelmente na data de Julho/2011.
O concurso público constará de provas Objetivas.
As provas para o concurso previsto serão realizadas em locais e horários que serão divulgados no site da organizadora.
No último concurso, realizado em 2008, o organizador do concurso foi o Cespe/UnB, onde foram oferecidas 1.400 vagas para técnico (nível médio) e 600 para analista do seguro social (nível superior). E durante a validade do concurso, mais mil aprovados foram chamados (dentre estes, 700 técnico e 300 analistas). Na ocasião, foram realizadas provas objetivas com 130 questões, 30 de conhecimentos básicos, 30 de complementares e 70 de conhecimentos específicos para quase todos os cargos, exceto Direito.




Concurso Público de Quatá (SP) 2011 – diversas vagas

A Prefeitura Municipal de Quatá, em São Paulo, lançou concurso oferecendo diversas vagas de todos os níveis de escolaridade. Os salários variam de R$ 672,45 a R$ 10.000,00. São chances para Agente de Saneamento, Arquiteto, Assessor de Imprensa, Assistente Social (30h), Auxiliar de Consultório Dentário, Costureira, Dentista (20h), Eletricista, Enfermeiro (30h), Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Civil, [...]
Analista de Promotoria I (Assistente Social)
Local:Araçatuba / Bauru/ Campinas/ França/Piracicaba/ Presidente Prudente/ Ribeirão Preto/ Santos - SP
Data: 11 / 06 / 11 
Tipo de Evento: Concurso Público
Empresa/Instituição: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Carga Horária: 30 horas semanais
Salário: R$3.902,86 
Maiores Informações: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/ministerio-publico-sp-101-vagas
Observações: Taxa de inscrição: R$ 70,00 Número de vagas: 01 para cada cidade (Araçatuba / Bauru/ Campinas/ França/Piracicaba/ Presidente Prudente/ Ribeirão Preto/ Santos/ São José do Rio Preto/ Sorocaba/ Taubaté/ Vale do Ribeira) Requisitos: Ensino superior completo em Serviço Social e registro no CRESS. Período de 06/06/2011 a 08/07/2011. As provas objetivas estão previstas para o dia 31 de julho de 2011 

Português tem sido principal barreira para estudantes conseguirem estágio


De cada dez estudantes de jornalismo, por exemplo, sete são reprovados por erros de ortografia e dificuldade em elaborar uma redação.


No primeiro semestre de 2011, foram abertas mais de 200 mil vagas de estágio em todo o Brasil. Poderia ser uma notícia ótima, mas ela acabou revelando um problema sério no nosso sistema educacional.
Universitários, candidatos a uma vaga de estágio, fizeram um ditado com 30 palavras. A maioria errou pelo menos um terço delas. Em uma empresa de recrutamento, não tem sido fácil encontrar alguém que preencha os requisitos básicos.
“Tem uma vaga que a gente está com ela aberta há três meses aqui em Belo Horizonte. De cerca de 80 candidatos, quatro chegaram à final”, afirma a psicóloga e analista de RH Vanessa Ramos.
O levantamento de uma das maiores empresas de seleção de estagiários do país revela que o português tem sido a principal barreira para os universitários conseguirem uma vaga. De cada dez estudantes de jornalismo, por exemplo, sete são reprovados por erros de ortografia e dificuldade em elaborar uma redação.
Gabriela Bisotto está no quinto período de jornalismo. Já se inscreveu em vários processos seletivos para estágio. Fez quatro entrevistas e na hora do português: “Eu levei um susto. Não imaginava. Eu pensei que o que fosse ser o diferencial fosse meu inglês, a língua que eu tenho extra, mas eu vi que o português é um diferencial e é complicado”.
Para quem não tem muita intimidade com o nosso idioma, os professores dizem que é preciso disciplina: “Tem que começar por um assunto que te interessa. Se você gosta de carro, vai lá, lê revista sobre carro, livros que falem de carros, de corredores. A primeira coisa é a gente achar um assunto que tem a ver com a gente. Porque, se você pega um assunto que alguém mandou você ler e você tem obrigação de fazer uma prova sobre ele depois, essa leitura vai ficar fatalmente ruim”, explica Carla Viana Coscareli, professora Faculdade de Letras da UFMG.
“Você pode fazer um exercício de ver um filme, começar a contar o filme, a descrever o filme, a fazer comentários sobre o filme. Pode ouvir uma música escreve sobre a música, faz um comentário sobre a música”, sugere Maria do Carmo Viegas, professora de língua portuguesa da UFMG.
No primeiro período de Marketing, Israel Washington Ferreira já garantiu um estágio. Oportunidade conquistada graças a um hábito: “Eu leio dentro do ônibus ou leio quando eu estou em casa”, conta.
“Português é a língua que a gente fala, língua que a gente dominam então ela não é tão difícil. A gente tem que ficar mais atento a umas coisinhas do português padrão que a gente não costuma usar na oralidade, mas isso não é nada impossível”, explica Carla Viana Coscareli.
Fonte: Jornal Nacional

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A Mulher e o complexo de Cinderela

     Durante anos, a mulher foi doutrinada a se responsabilizar pelas atribuições do lar, pelo favorecimento do desenvolvimento do homem e pelo tecer dos relacionamentos. Não foi dado à mulher o acesso ao conhecimento, ao desejo e nem ao direito de posse. O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento masculino, e o desenvolvimento das mulheres definido pelos homens de suas vidas. Raramente era aceito que elas tivessem direito a uma vida própria.



As mulheres cresciam desempenhando um papel que não queriam, algumas vezes, mas acabavam fazendo porque era o que os outros esperavam que elas fizessem. Tinham que ser boazinhas, não podiam demonstrar suas verdadeiras emoções. Rir e falar alto não era permitido, se quisessem mostrar seu descontentamento, portanto, raiva, inveja, irritação, por este papel imposto, a cultura não dava espaço para esta demonstração. Recriminava dizendo que este comportamento era de mulher vulgar e não de moça direita.



Nestas sociedades, por medidas de sobrevivência, todas as mulheres aprendiam a cuidar das crianças. Elas passavam a maior parte do tempo educando, ao mesmo tempo em que zelavam pela alimentação dos filhos. Tudo era dividido e compartilhado. A criança era formada para conquistar a independência.

       As tarefas da mulher eram mais valorizadas do que as do homem. A mulher dedicava-se à coleta, ao cuidado da casa e da família, enquanto os homens pescavam e caçavam. Não se tinha conhecimento da participação do homem na procriação, mas se conhecia claramente a função da mulher, a maternidade. Atribuição esta reconhecida como de muito valor nas comunidades.



     Essa atmosfera de valorização à mulher inicia seu fim com a invenção do machado de pedra lascada e se concretiza com a necessidade da conquista de terras visando o controle do excedente da produção de alimento. O homem passa a ser mais competitivo, ambicioso, frio e calculista. Distancia-se das sociedades matrilineares e constituindo-se no gênero predominante.

     À medida que os valores foram se deslocando do feminino para o masculino, foram se introjetando a vergonha do corpo, a vergonha de ser mulher, e a ver a menstruação como algo sujo e vergonhoso. O desejo sexual passa a ser entendido como pecado, o sexo restrito ao casamento e o orgasmo um prazer masculino. As partes integrantes da mulher – a santa e a profana – foram separadas na medida em que a prática da virtude da verdadeira mulher era ser rigida e submissa e as que fugiam a essa prática eram as mulheres do domínio público, com resposta orgástica, as prostitutas.

    A trágica sina se perpetua com a tirania da medicina entendendo como enfermidade a presença de desejo sexual nas mulheres. Em caso de masturbação elas eram submetidas à clitoridectomia e em casos de mulheres nervosas faziam a ooforectomia.

     A mulher, portanto, passa a ser subjugada ao mundo privado, limitando-se à dura atividade de gerar filhos para arar a terra, defender o estado e conquistar territórios. Perdeu a atuação econômica e a autonomia. O casamento, nesse período da humanidade, advém da coerção e não da escolha.

    Quanto mais a mulher era impedida de trabalhar, mais o casal se distanciava de uma relação de cooperação e independência. A disputa entre as mulheres por um parceiro provedor levou a rivalidade entre as mulheres. Desta forma, os laços afetivos e a cooperatividade, característicos entre as mulheres no sistema matrilinear, ficam em segundo plano, distanciando-se da própria essência feminina. Ou seja, a mulher foi podada no âmago de sua alma, o mundo das emoções, fonte de força e sabedoria interior.

     Essa posição inferior que foi imposta à mulher nas relações conjugais leva-a introjetar esse sentimento de inferioridade que mais tarde se traduz em dependência psicológica em relação ao homem e em carência emocional, que ela supercompensa afetivamente na relação com os filhos,

     A mulher dependente emocionalmente da família entra nas relações conjugais buscando um provedor, o que dá sentido a sua vida. Ela precisa servir para se sentir útil e necessária. Seu mundo é o relacional. Ela foi criada para ser dependente do outro e o homem para ser independente.

    A questão cultural chave com relação à mulher foi de ter desvalorizado as características maternais e relacionais da mulher entendendo assim como um ser inferior, alguém incapaz, de baixo consciente cognitivo, sem ambições, sem desejos.

 “Os valores de cuidado e apego, interdependência, relacionamento e atenção ao contexto foram considerados primários no desenvolvimento feminino”. A cultura patriarcal não só desvaloriza tais valores femininos, prossegue a autora, como vê “a preocupação com os relacionamentos, uma fraqueza das mulheres, e não uma força humana”. 

    O mesmo é observado pela literatura analítica, que entende que a essência da mulher está no campo dos relacionamentos. Entretanto, os instintos, os sentimentos, a intuição, a emoção e a sabedoria perderam sua autenticidade de expressão. Essa particularidade feminina foi desvalorizada pelo patriarcado que exaltava os elementos masculinos, ligado ao social, ao cultural, ao civilizado, à consciência, ao concreto, ao palpável, à razão, ao conhecimento e ao intelecto.

   Certamente a cultura influenciou na formação desta mulher levando-a a não tomar em consideração as suas próprias necessidades e anseios, provocando a cegueira de si mesma e a ausência de conhecimento daquilo que lhe era e é mais caro – sua essência feminina – colocando-a numa posição servil, onde o que ela pensava e sentia não tinha valor, o outro, sim, é que era o centro de sua vida, escopo maior de existir.

      Essa necessidade, portanto, de “pertencer”, de ser “cuidadora”, “boazinha”, “dona de casa” e de ficar a “espera do príncipe encantado”, caracteriza a mulher dependente no plano emocional por perder autonomia, pela falta de liberdade para fazer escolhas e ausência de projetos pessoais. Há que ficar atenta para se perceber se o outro e suas necessidades não passaram a ser mais importantes do que suas próprias necessidades, aspirações e desejos. O Complexo de Cinderela
    Desde os anos 60, o cenário cultural mundial vem sofrendo uma mudança significativa. As mulheres passaram a ser vistas e tratadas de uma maneira diferente.

    Para as mulheres chegarem a essa mudança, um longo caminho foi percorrido. Pois uma sociedade machista e cheia de desigualdades foi sendo passada de geração para geração, e se tornando cada vez mais forte.

     Foi um movimento feminista, comandado pela pioneira Betty Friedan, em meados da década de 60, que começou a mudar esse quadro.
    
     Surgiram os protestos e a pílula anticoncepcional, que deu novos rumos à vida sexual da mulher. Desde então as universidades, o mercado de trabalho e muitas outras áreas foram sendo conquistados pelo poder feminino.

     No entanto, ainda hoje existem muitas barreiras e preconceitos difíceis de serem ultrapassados não só pela sociedade, mas também pela própria mulher.

    Collete Dowling, defende a idéia de que as mulheres não estão acostumadas a enfrentar o medo e superá-lo. Ela aborda um movimento feminista onde se acredita que está profundamente enraizado nas mulheres o desejo psicológico de serem cuidadas por alguém, de serem aliviadas de suas responsabilidades essenciais para consigo mesmas, de serem salvas.

Existe somente um instrumento para obtermos a “libertação” e esse é emanciparmo-nos desde dentro. ... uma rede de atitudes e temores profundamente reprimidos que retém as mulheres numa espécie de penumbra e impede-as de utilizarem plenamente seus intelectos e criatividade. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas.
(COLLETE DOWLING )

      A autora segue descrevendo esse fenômeno como “Complexo de Cinderela”, que ocorre quando há um sistema de desejos reprimidos, memórias e atitudes distorcidas que se iniciaram na infância, na crença da menina de que sempre haverá alguém para sustentá-la e protegê-la. Independentemente do vigor investido na tentativa dessas mulheres viverem como adultas, a menininha dentro de cada uma sobrevive assombrando seus ouvidos com murmúrios assustados. Essa crença se solidifica na medida em que vai sendo alimentada com o tempo, mantendo na mulher um enorme sentimento de inferioridade, causando insegurança com amplos efeitos, que resultam em todas as espécies de medos interiores e descontentamentos, onde as mulheres tendem em geral a funcionar muito abaixo do nível de suas habilidades básicas.

      Elas passam então a desejar profundamente serem cuidadas por alguém e aliviadas das responsabilidades essenciais para consigo mesmas. Surge uma necessidade e fixação no outro. O que inibe de todas as maneiras a capacidade feminina de trabalhar produtivamente, de comprometer-se com a atividade e obter prazer com ela. Há um mito onde se acredita que a salvação está em estarem ligadas a alguém. Precisar trabalhar pode ser para elas um sinal de que, de alguma forma falharam como mulheres.

   Dowling esclarece que “Nem todas as mulheres sofrem o medo em seu grau agudo ou fóbico. Para a maioria delas ele é uma coisa difusa e amorfa, algo que vai corroendo as bases sem dar mostras”. 

     Há uma tendência dessas mulheres revelarem em sua infância a necessidade de se mostrarem autoconfiantes e controladoras de seus sentimentos. Quando crianças procuram desenvolver as habilidades e qualidades que lhes oferecerão a ilusão de força e invulnerabilidade. Na fase adulta procuram empregos que reforçam a imagem de auto - suficiência. O atributo neurótico surge quando o impulso para a realização se transforma numa compulsão, quando elas não podem não realizar.

     Tendem então a construir uma fortaleza por trás da qual possam esconder sua insegurança e medo. Passo a passo, ano a ano uma espécie de fachada contrafóbica vai sendo desenvolvida. As características básicas que o quadro apresenta são de uma pessoa dominadora, mandona, segura de si própria, querendo controlar de alguma forma o meio a sua volta. Sentem necessidade de articularem e definirem tudo. Em geral possuem presença marcante. As mulheres contrafóbicas têm dificuldades em se relacionarem positivamente, pois sentem necessidade de se sentirem superiores, de estarem “com o controle nas mãos”.

     Essa imagem de autoconfiança projetada são basicamente dominadas pelo medo, mascarando seus sentimentos básicos de insegurança e desamparo.

Esse é “... um modo pseudo-independente que finge possuir auto-suficiência quando, na verdade, por dentro a pessoa é tímida, incerta sobre tudo e temerosa demais de perder a identidade, a ponto de nem ser capaz de se apaixonar.” ( COLLETE DOWLING )

      Quando chega a idade em que supostamente as mulheres estão aptas para o casamento, muitas delas que são excessivamente dependentes acham difícil, senão impossível manter a farsa do ser forte. Durante a adolescência elas conseguiram mais facilmente manter a máscara e alimentar sua dependência, mas agora elas já não anseiam mais por isso. Procuram uma situação na qual possam abandonar sua fachada de auto-suficiência e retornar àquele estado aconchegante da infância que é sedutor para as mulheres, o seu lar. Dessa maneira a circunstância torna-se ideal para uma “vencedora”, pois sua motivação para abandonar toda vida profissional, é o de tornar-se uma dona-de-casa.
Sua disposição de a tudo renunciar pela segurança, não dura muito, pois freqüentemente as mulheres descobrem que o casamento não lhes traz o tão sonhado objetivo.



      Para muitas mulheres o sentimento do desespero lhes fornece coragem para ousarem a ultrapassarem a fronteira do conhecido e aventurar-se a mudarem suas vidas.

   Quando começam a perceber o quanto contribuem para sua própria fraqueza e vulnerabilidade, nutrindo e defendendo sua dependência, essas mulheres começam lentamente a sentirem mais força. Passam a enfrentar seus conflitos e buscam suas próprias soluções, ganhando assim maior liberdade. Ao assumirem suas responsabilidades, deslocam o centro da gravidade do Outro para o Eu. Gradualmente ficam menos inibidas, menos invadidas pelo medo e pela ansiedade, menos artomentadas pelo autodesprezo. Passam a ter menos medo dos outros. Tem menos medo de si mesma.
O “ajustar-se ao papel de esposa” igualmente envolve a renuncia às habilidades individuais. A chave dos grilhões de várias mulheres casadas hoje reside no fato de que não teriam meios de sustento próprio, já que quaisquer habilidades que possam ter desenvolvido antes de se casarem há muito se atrofiaram. (COLLETE DOWLING ) Aprendi que a liberdade e a independência não podem ser arrancadas dos outros – da sociedade em geral, ou dos homens - , mas podem ser ativamente desenvolvidas desde dentro. Para alcançá-las, teremos que renunciar às dependências que vimos usando muletas para sentir-nos seguras. E, no entanto, a troca não é tão perigosa. A mulher que acredita em si mesma não precisa enganar-se com sonhos vazios, com coisas que estejam além de suas capacidades. Ao mesmo tempo, ela não vacila em face das tarefas para as quais se acha preparada. Ela é realista, segura e ama a si própria. Ela está finalmente livre para amar os outros, porque ama a si mesma. Todas estas coisas, e nada menos que elas, constituem a mulher que se libertou. (COLLETE DOWLING ) 


Boa relação familiar é a melhor prevenção contra as drogas

Educação antidrogas pode começar a partir dos seis anos de idade, mas deve respeitar as particularidades de cada faixa etária


Crianças e adolescentes devem ser monitorados, mas amedrontar não é a solução. Diálogo é a chave para uma boa relação
Não é fácil refletir com tranquilidade, sem dúvida ou sensação de ameaça, quando o assunto é o uso de drogas por crianças e adolescentes. As notícias sobre o avanço no consumo de entorpecentes e o surgimento de novas drogas, mais danosas e mortais, geram um sentimento de impotência, parecem nos colocar em um beco sem saída onde qualquer um pode se tornar usuário. Por isso, achei reconfortante ouvir que a boa relação familiar é o melhor programa de prevenção contra as drogas.
Uma dúvida comum entre os pais é sobre o momento de introduzir esse tema na vida das crianças. Quando deve começar a prevenção contra as drogas? “Desde a mais tenra idade”, disse a Professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), coordenadora do Ambulatório de Atendimento ao Adolescente, Denise Michelli Avalone. A maior parte dos estudos científicos preconiza que quanto mais cedo for iniciada a prevenção, melhor.


Primeiro, é importante investir no desenvolvimento e no fortalecimento dos vínculos afetivos entre pais e filhos. Depois, surgem as conversas. Uma educação antidrogas pode começar a partir dos seis anos de idade, mas deve respeitar as particularidades de cada faixa etária. Inicia-se com a prevenção ao álcool e ao tabaco, deixando as outras substâncias para mais adiante. Antes de conversar sobre as drogas mais pesadas, é preciso ensinar o quanto é importante uma boa qualidade de vida e desconstruir a glamorização do cigarro e das bebidas. Nessa fase, a família transmite valores que serão importantes quando houver o contato com as drogas.

Com crianças pequenas, de acordo com a psicóloga, uma conversa sobre outros tipos de drogas só se justifica quando os pais, algum parente ou pessoa próxima forem usuários e se o consumo interferir de alguma maneira no dia a dia delas. Do contrário, antes dos 10 ou 12 anos, não há curiosidade sobre drogas. Diferente do cigarro, que chama a atenção pelo contato direto com pessoas que fumam e pela presença da fumaça.
Referências a substâncias como maconha, cocaína, crack e oxi só entram nas conversas com adolescentes. Apenas por volta dos 14 anos eles têm como abstrair algumas ideias e entender todo o contexto das drogas. Aprendi muita coisa quando a minha filha entrou na faculdade e começou a trazer para casa detalhes do consumo e dos consumidores que eu desconhecia completamente. Até então, não sabia que “bala” e “doce” são nomes fantasia para diversas drogas.


A psicóloga garante que a autoestima e o senso de autoproteção são a base para a prevenção e se desenvolvem em relações familiares com segurança, proximidade e intimidade. É necessário preparar os filhos para o enfrentamento de situações de frustração de maneira positiva. A dificuldade para lidar com o negativo aparece na adolescência quando não houve treino durante a infância. O adolescente com uma boa bagagem emocional pode até experimentar droga, mas não fica preso a ela. Depois de saciar a curiosidade, ele sai.
A professora da Unifesp disse que os adolescentes usuários, que não abandonam o consumo depois de um período de curiosidade, costumam dizer coisas muito parecidas: “O meu pai nunca soube do que eu gosto”, “a minha mãe não sabia com quem eu saia, onde eu estava e nunca conheceu os meus amigos”, “o meu pai nunca soube o nome do meu melhor amigo.”
Crianças e adolescentes devem ser constantemente monitorados, mas a psicóloga recomenda que os pais não adotem um modelo de prevenção baseado em amedrontamento. É importante manter sempre a possibilidade de diálogo e de proximidade. “Monitorar não é revirar o armário, vasculhar a mochila, é acompanhar muito de perto, saber o que está acontecendo com o filho”, explicou.
A família precisa identificar quem está propenso a se envolver com drogas para poder intervir nas relações sociais quando necessário. Para ela, os pais não devem se furtar de limitar e impedir amizades ou relacionamentos que coloquem os filhos em risco. Na avaliação dela, muitos pais e mesmo as escolas não falam nem tomam uma atitude preventiva ou corretiva porque não sabem o que falar ou o que fazer. Mas fugir do assunto é pior.

Ser mãe não é uma maravilha o tempo todo

Por mais que as mães amem seus filhos, existem momentos de sentimentos negativos direcionados a eles


Gina chegou a comentar que gostaria que o bebê voltasse para a barriga, às vezes para protegê-lo e outras por preguiça
Ocorre que, de repente, aquele ser fofinho que descansa graciosamente no berço parece adquirir o dom de acordar quando você finalmente pega no sono. De morder cruelmente o seu peito – muitas vezes já desmantelado - quando você encontra uma posição confortável para amamentar. De fazer sujeiras horrorosas quando não há mais fraldas. Finalmente, aquele ser tão frágil e bochechudo vira a sua vida de ponta-cabeça, age como um inimigo que tem você na palma da mão e é capaz de transformar a mulher mais gentil do planeta em uma verdadeira histérica.
Não, você não é a única a se sentir assim: basta olhar os números de audiência do Scary Mommy, blog que está se tornando um verdadeiro sucesso ao oferecer uma visão diferente do conto de fadas que sempre ouvimos falar e cheia de humor da maternidade. Escrito por Jill Smokler, mãe de três filhos, recebe mais de meio milhão de visitas por mês. O segredo? Mostrar que acreditar em mãe perfeita é mesmo a maior furada. “Acho que os filhos ensinam os pais e os pais ensinam os filhos. Nenhum de nós sabe realmente o que está fazendo – nós apenas fazemos acontecer conforme caminhamos”, brinca ela.


Diferente de muitas mães que se vêem atrapalhadas nos primeiros meses cuidando dos filhos, Jill considera o período em que o récem-nascido chega em casa mais fácil, mesmo que a privação do sono e a falta de comunicação entre a mãe e o bebê seja limitada. Para ela, mais complicado é ter que lidar com os filhos quando eles estão crescendo. “Como mães sentimos nossos corações baterem fora do corpo, por meios dos filhos, e nunca estou totalmente em paz a menos que todos os meus estejam debaixo do mesmo teto que eu estou. Sinto que eles levam um pedaço de mim quando saem, e isso é algo que gera exaustão.”
A tradutora Gina Vannucci admite que, para ela, a parte mais difícil da maternidade foi mesmo perder o resto da individualidade que sobrou com o casamento e que se tornou óbvio logo após ter o seu filho Victor, hoje com seis anos. “Me senti muito assustada, principalmente quando voltei da maternidade, pois aquele serzinho dependia totalmente de mim, independente do que eu estivesse sentindo”, conta.
Em vários momentos chegou a comentar que gostaria que o bebê voltasse para a barriga. “Era por proteção: na minha barriga ele estava bem, alimentado, abrigado contra o frio e calor, ia para onde eu fosse, não corria perigo... Em outras ocasiões pensava isso por preguiça, mesmo, pois não teria de me preocupar em vesti-lo, alimentá-lo, cuidar do bebê”, confessa Gina.


Passaporte para a maternidade
Faz sentindo pensar que a primeira vez pode ser, realmente, mais “traumática” - embora cada caso tenha suas especificidades. “O primeiro filho traz uma carta inaugural na vida da mulher, anunciando que, agora, ela é mãe”, afirma a psicóloga Rosângele Monteiro Prado, terapeuta facilitadora do vínculo “pais-bebê”. “Neste aspecto se inscreve uma lei em que a mãe cuida, atende e dá; o filho fica para receber, e o primeiro filho fica inscrito no sistema familiar para receber e herdar tudo o que há nele”. Assim, o segundo filho é uma experiência diferente na medida em que a mãe já tem uma segurança maior por conta do primeiro e sabe que, mais do que receber, aquela criança uma hora estará ao seu lado conversando e retribuindo amor.
A comerciante Eliane Lorente, mãe de Pietra, de 15 anos, e Matheus, de cinco, concorda que a chegada do primeiro filho é mais difícil. “Não sabia como agir com a minha filha, eu era nova, tudo era novo para mim, me sentia desnorteada”, afirma. “Com o Matheus foi mais tranquilo porque eu já não ficava tão apavorada com o que surgia, os sentimentos eram mais calmos, tinha mais experiência”. Contudo, em ambos os casos a amamentação foi o que a mais traumatizou: “Eu odiava amamentar, não entendia como me falavam que aquilo poderia ser legal, eu sentia cheiro de leite em mim, ficava suada o tempo todo, machucava o meu peito.”





Eliane confessa que não gostava de amamentar os filhos
“A experiência de maternidade é muito particular para cada mulher, inclusive a forma como ela desempenha as tarefas maternas, como amamentar, banhar ou trocar o bebê”, ressalta Eliana Marcello de Felice, doutora em Psicologia e professora da Universidade Mackenzie. “Não existe um padrão do que é certo ou errado: o que existem são situações muito diferentes para cada mãe”. Assim, a relação conjugal, a qualidade do apoio recebido e história de vida são alguns dos fatores que interferem na experiência da maternidade.
A aposentada Branca Burgiaca, por exemplo, ficou frustrada e preocupada quando não conseguiu amamentar sua filha Bruna, nascida prematura há 28 anos. “Me deu pavor ter ficado tanto tempo no hospital e não ter leite, achava que ela fosse passar fome, ficava muito chateada”, conta. Mas a dificuldade maior ainda estava por vir: a mãe simplesmente era incapaz de limpar a filha.


“Cada vez que eu tentava começava a vomitar, sentia o cheiro do cocô e saía correndo, porque me dava ânsia”. A família ajudou na tarefa e Branca admite que jamais trocou ou lavou a fralda da filha. “Sempre tive este problema, conversei com minha terapeuta sobre isso, mas se eu não tivesse ninguém para limpar, acho que a Bruna ficaria suja o resto da vida! Admiro a mãe que consegue, porque eu sei que não conseguirei fazer isso nunca, nem com os meus netos”, afirma a aposentada.


Lugar de mulher-maravilha é nos filmes
As propagandas na televisão, os filmes, as tias-avós. Tudo parece provar que a naturalidade da maternidade nos torna imunes a sentimentos negativos nesta hora da vida. Entretanto, as coisas não são bem assim. “Um dos grandes desafios da mulher atualmente é conciliar seus diversos papéis, porque existe uma pressão social que ela tenha 'sucesso' nos diversos lugares que ocupa na família e na sociedade: de mãe, profissional, esposa, dona-de-casa”, explica Eliana. O resultado disso é assimilação das cobranças externas e pouca tolerância às suas falhas e limitações, o que leva a uma sensação de sobrecarga, culpa e insatisfação.
A psicóloga Vânia Bezerra é educadora perinatal e afirma que diante da pressão, do “mito da mãe perfeita”, poucas pessoas se lembram de perguntar à mãe como ela está se sentindo. “Ela acha que tem que continuar bonita, com a casa arrumada e recebendo visitas intermináveis -, que às vezes ainda resolvem fazer um churrasco quando a mãe está com um recém-nascido de três dias em casa!”, brinca. “Boa parte das mulheres fica num esforço tremendo para não magoar ninguém”.


Depois de acompanhar diversos casos, Vania acredita que a maior dificuldade parece surgir quando mãe ou sogra aparecem para ajudar. Ao invés de ajudar com a casa, refeições ou cuidado com as crianças mais velhas, acabam assumindo o cuidado com o recém-nascido. “Passam a trocar as fraldas, embalar para dormir, muitas vezes querem dar mamadeiras, contra a vontade da mãe”, diz. “Em pouco tempo o bebê pode realmente ficar mais calmo no colo da avó do que no da mãe, e isso é um problemão... Ou seja, de boas intenções o inferno está cheio!”.


Uma pontinha de egoísmo para o bem de todos
Gina conta que já comeu chocolate escondido para não ter que dividir com o filho, já pisou no pé dele com força para mostrar o quanto dói e já pensou algumas loucuras. “Não tenho vergonha disso, passei a me considerar uma mãe melhor quando aceitei ou entendi que, antes de ser mãe, sou um ser que tem necessidades como qualquer outro, que não passei a ser perfeita por isso, que o que dói nele, dói em mim – guardando as devidas proporções, é claro”, ressalta. Seu conselho é amar o filho acima de “quase tudo”, pois, se a mãe abrir mão de tudo pelo filho, além do que ele realmente precisa, vai se sentir mal e cobrar dele por isso um dia.


“A raiva é um sentimento legítimo, está presente em todas as relações humanas, e a relação entre mãe e filho não está isenta desse sentimento, pois há frustração, diferenças e limitações”, diz Rosângele. O fundamental, acrescenta, é que o sentimento seja reconhecido e cuidado. Mas mamães não devem se sentir assustadas apenas por conta de pensamentos negativos que eventualmente surjam no dia-a-dia.
Em doenças mentais do puerpério, como as psicoses pós-parto, os sentimentos adquirem uma qualidade concreta e “escapam” do terreno da fantasia, como observa Eliana de Felice. “Então, aquilo que para uma mãe seria apenas raiva do bebê pode se tornar uma ação no sentido de prejudicá-lo”. Se for este o caso, a ajuda profissional de um psicólogo é mais do que bem-vinda – tanto para a mãe, quanto para o bebê. Afinal, receber o beijo de um filho no futuro faz tudo ter valido a pena.


Quem avisa amigo é...


Jill listou para o Delas cinco coisas que ela não sabia antes de se tornar mãe:
1 – Que ela jamais iria fazer xixi sozinha novamente
2 – Que o corpo que ela tinha antes de ter filhos pudesse um dia se tornar desejável
3 – Que ela jamais iria dormir profundamente de novo
4 – Que sanduíches de creme de amendoim e geléia são realmente deliciosos
5 – Que ela não iria recuar ao limpar fraldas “explosivas”, limpar nariz sujo ou capturar vômitos com as próprias mãos

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São Paulo, São Paulo, Brazil
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Augusto Cury E-MAIL: lu.name.lc@hotmail.com